Tereza Cristina aceita convite para ser vice de Flávio, mas aliança depende de aval partidário
Presidente do PP iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à composição com o PL

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Fonte: Agência Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou integrar como candidata a vice-presidente a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto. A composição, porém, ainda não está confirmada e depende de decisões do PP e da Federação União Progressista, formada pelo partido e pelo União Brasil. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
Após a sinalização da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o apoio à aliança com o PL. A indicação de Tereza Cristina também precisará ser aprovada formalmente em convenção partidária.
A possível composição representa uma mudança nas articulações das últimas semanas. Em 21 de julho, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, havia afirmado que a senadora preferia permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. Naquele momento, o nome dela chegou a ser afastado da disputa pela vaga de vice.
Nos últimos dias, porém, a cúpula da Federação União Progressista voltou a discutir uma aproximação com a candidatura de Flávio. Dirigentes dos dois partidos passaram a consultar as bases estaduais antes de tomar uma decisão sobre a eleição presidencial.
Até agora, a posição predominante na federação era manter a neutralidade na corrida ao Planalto. A estratégia permitiria que PP e União Brasil preservassem alianças diferentes nos estados e concentrassem esforços nas disputas pelos governos estaduais, pela Câmara e pelo Senado. Parte da direção ainda resiste à entrada formal na chapa do PL.
Tereza Cristina é o nome preferido de Valdemar Costa Neto para a vaga. A avaliação dentro do PL é que a senadora pode reforçar a ligação da candidatura com o agronegócio, ampliar o diálogo com setores econômicos e ajudar Flávio a buscar apoio entre eleitores mais moderados.
A senadora foi ministra da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, e exerceu mandato de deputada federal antes de ser eleita para o Senado por Mato Grosso do Sul. Atualmente, é líder do PP na Casa e mantém forte relação com representantes do setor agropecuário.
Mesmo com o aceite sinalizado aos aliados, a definição depende do resultado das consultas conduzidas por Ciro Nogueira e das negociações com o União Brasil. Sem a aprovação da federação e do PP, a candidatura de Tereza Cristina a vice não poderá ser formalizada.


