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Tifanny se emociona em desabafo e admite recorrer à Justiça para seguir na Superliga

Oposta do Osasco foi afetada pela nova política de elegibilidade da CBV e afirmou que pretende lutar para encerrar a carreira dentro das quadras.

Por Da Redação
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Tifanny se emociona em desabafo e admite recorrer à Justiça para seguir na Superliga

Foto: Reprodução / Ares.Sports.Pro | J. Augusto

Tifanny Abreu se emocionou ao falar sobre o futuro no vôlei durante o lançamento da Superliga 2026/27, na quinta-feira (1º), em São Paulo. Aos 41 anos, a oposta do Osasco ainda não sabe se poderá disputar a competição após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) adotar uma nova política de elegibilidade para atletas da categoria feminina. Diante da possibilidade de ficar fora das quadras, a jogadora afirmou que pode recorrer à Justiça.

"Quero terminar a minha carreira de atleta com o pé direito, digna de uma aposentadoria. Não assim, expulsa, proibida, jogada na sarjeta como se nada tivesse acontecido. Eu espero que algo possa mudar. Se não for uma boa conversa, de bom acordo, que seja na Justiça", declarou Tifanny.

A CBV anunciou em agosto que passaria a seguir os critérios de elegibilidade definidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Pela regra adotada pela entidade, atletas que disputam competições femininas precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY. Quem não comprovar a elegibilidade fica impedida de participar das competições. 

Primeira atleta trans a atuar na elite do vôlei brasileiro, Tifanny disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Desde o anúncio da nova política, a jogadora recebeu manifestações de apoio de atletas e integrantes da comunidade do vôlei. Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira, também já se posicionou publicamente pela permanência de Tifanny na competição.

Mesmo sem uma definição sobre sua participação, a oposta fez questão de comparecer ao lançamento da Superliga e afirmou que pretende continuar lutando para encerrar sua trajetória profissional dentro das quadras. 

"Eu vou lutar até o final para que a história de Tifanny Abreu não termine desse jeito, que a história de pessoas trans não termine desse jeito e que eu continue inspirando pessoas. Quero terminar minha temporada. Eu não fiquei dez anos à toa. Foram dez anos lindos", afirmou.
 

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