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Caso Master: Toffoli confirma sociedade em empresa ligada a resort e nega vínculo com Vorcaro

Ministro do STF negou qualquer relação pessoas com dono do Banco Master

Por Da Redação
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Caso Master: Toffoli confirma sociedade em empresa ligada a resort e nega vínculo com Vorcaro

Foto: Gustavo Moreno/STF

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou nesta quinta-feira (12) uma nota pública para esclarecer a participação do magistrado na empresa Maridt e afastar suspeitas de vínculo com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investigado pela Polícia Federal.

Toffoli, que é relator no STF de investigação envolvendo o Banco Master, confirmou que integra o quadro societário da Maridt, mas destacou que não exerce funções administrativas na empresa, cuja gestão é conduzida por familiares.

Segundo o comunicado, a participação é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que autoriza magistrados a serem sócios e receber dividendos, vedando apenas a prática de atos de gestão.

De acordo com a nota, a Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado, com registros regulares na Junta Comercial e declarações apresentadas à Receita Federal. O gabinete informou que a empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável por um resort no Paraná, até 21 de fevereiro de 2025.

Ainda segundo o texto, a saída ocorreu em duas etapas: a venda de cotas ao Fundo Arleen, em 27 de setembro de 2021, fundo controlado pela Reag, administradora ligada ao Banco Master, e a alienação do saldo remanescente à PHB Holding, concluída em fevereiro de 2025.

As transações, conforme a nota, foram realizadas “dentro de valor de mercado” e declaradas aos órgãos competentes, embora os valores não tenham sido divulgados.

O gabinete afirmou também que a ação relacionada à tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, “quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.

No comunicado, Toffoli negou qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro, com o gestor do Fundo Arleen ou com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, preso pela Polícia Federal em janeiro. Segundo a nota, o ministro “jamais recebeu qualquer valor” dessas pessoas.

A manifestação ocorre após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, encaminhar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master. O aparelho continha menções ao nome de Toffoli.

Em nota anterior, o gabinete já havia classificado como "ilações" as referências ao ministro e rejeitado a existência de elementos que justificassem eventual alegação de suspeição na relatoria do caso.

Confira a nota:

"A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.

O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do

Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.

A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel."

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