Toyota Corolla só terá motor híbrido ou elétrico na próxima geração
Seda deve ser apresentado no próximo ano

A Toyota prepara uma transformação no Corolla para enfrentar um mercado em que eficiência e eletrificação passaram a pesar tanto quanto tradição do automóvel mais vendido do mundo. A Toyota trouxe nesta semana mais detalhes do seu best seller que promete ser revolucionário.
E se o consumidor já espera a motorização eletrificada o Corolla será “no mínimo” híbrido e até elétrico em sua próxima geração.
A próxima geração do Corolla deverá receber um novo conjunto híbrido com motor 1.5 e uma plataforma capaz de acomodar também versões híbridas plug-in e totalmente elétricas. A fabricante anunciou uma meta de economia de combustível mais de 15% superior com a nova tecnologia, que deve equipar o futuro modelo.
O principal avanço está no desenvolvimento integrado da mecânica. Em vez de adaptar um propulsor existente, a Toyota projetou uma nova família de motores 1.5 de quatro cilindros para trabalhar com eletrificação desde o início. Haverá configurações aspirada e turbo, embora a distribuição dessas opções entre as futuras versões do Corolla ainda não esteja definida publicamente nem mesmo o cronograma dos mercados onde ela será implementada.
A plataforma e-TNGA será uma atualização eletrificada da atual o que pode significar vantagens na hora de fazer uma substituição.
Na configuração aspirada, o novo conjunto foi desenvolvido para atender à faixa de desempenho hoje coberta pelo motor 1.8 dos híbridos da marca e pelo 1.5 de três cilindros oferecido no exterior. A redução de cilindrada, portanto, faz parte de uma reorganização do sistema de propulsão, com componentes elétricos mais compactos e leves. E a opção pela turbina também será uma novidade.
A promessa de economia resulta da combinação de menor atrito mecânico, melhor controle de temperatura, redução das perdas elétricas e avanços aerodinâmicos. Ainda não há números homologados de consumo para o próximo Corolla brasileiro. O percentual divulgado representa uma meta de desenvolvimento e não deve ser aplicado diretamente aos resultados atuais do sedã no Inmetro.
Outra mudança importante será a arquitetura compartilhada. Chamada pela Toyota de plataforma de múltiplos caminhos, ela permitirá reunir híbridos convencionais, híbridos plug-in e elétricos sobre uma estrutura comum. O objetivo é preservar espaço interno e proporções da carroceria, além de facilitar ajustes na produção conforme a procura por cada tecnologia.
Para o consumidor, essa estratégia abre possibilidades distintas. O híbrido HEV mantém a conveniência de dispensar recarga externa. O plug-in acrescenta a possibilidade de carregar a bateria na tomada e percorrer trajetos usando eletricidade. Já o elétrico atende a quem pretende abandonar o abastecimento com combustível líquido.
O projeto também deverá mudar a aparência do Corolla. A expectativa é de inspiração no Corolla Concept, com linhas mais ousadas e uma carroceria menos conservadora. O conjunto mecânico mais baixo e compacto permitirá reduzir a altura do capô, aproximando eficiência aerodinâmica e liberdade de desenho.
No Brasil, a ampliação da eletrificação poderá dar ao Corolla novos argumentos diante de sedãs como o BYD King. Uma eventual versão plug-in colocaria a Toyota em disputa mais direta com esse tipo de concorrente, oferecendo ao comprador outra alternativa além do híbrido convencional.
A configuração brasileira, porém, ainda depende de confirmação. Preços, potência, capacidade das baterias e data de lançamento permanecem em aberto. O que os anúncios recentes mostram é uma mudança de prioridade: o próximo Corolla deverá combinar sua proposta tradicional de uso cotidiano com uma oferta mais ampla de tecnologias de propulsão. A estreia de fato deve ocorrer no fim do próximo ano como modelo 2028 com expectativa de lançamento na Ásia e depois na Europa.


