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Toyota Corolla só terá motor híbrido ou elétrico na próxima geração

Seda deve ser apresentado no próximo ano

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Toyota Corolla só terá motor híbrido ou elétrico na próxima geração

A Toyota prepara uma transformação no Corolla para enfrentar um mercado em que eficiência e eletrificação passaram a pesar tanto quanto tradição do automóvel mais vendido do mundo. A Toyota trouxe nesta semana mais detalhes do seu best seller que promete ser revolucionário.

E se o consumidor já espera a motorização eletrificada o Corolla será “no mínimo” híbrido e até elétrico em sua próxima geração. 

A próxima geração do Corolla deverá receber um novo conjunto híbrido com motor 1.5 e uma plataforma capaz de acomodar também versões híbridas plug-in e totalmente elétricas. A fabricante anunciou uma meta de economia de combustível mais de 15% superior com a nova tecnologia, que deve equipar o futuro modelo. 

O principal avanço está no desenvolvimento integrado da mecânica. Em vez de adaptar um propulsor existente, a Toyota projetou uma nova família de motores 1.5 de quatro cilindros para trabalhar com eletrificação desde o início. Haverá configurações aspirada e turbo, embora a distribuição dessas opções entre as futuras versões do Corolla ainda não esteja definida publicamente nem mesmo o cronograma dos mercados onde ela será implementada. 

A plataforma e-TNGA será uma atualização eletrificada da atual o que pode significar vantagens na hora de fazer uma substituição. 

Na configuração aspirada, o novo conjunto foi desenvolvido para atender à faixa de desempenho hoje coberta pelo motor 1.8 dos híbridos da marca e pelo 1.5 de três cilindros oferecido no exterior. A redução de cilindrada, portanto, faz parte de uma reorganização do sistema de propulsão, com componentes elétricos mais compactos e leves. E a opção pela turbina também será uma novidade. 

A promessa de economia resulta da combinação de menor atrito mecânico, melhor controle de temperatura, redução das perdas elétricas e avanços aerodinâmicos. Ainda não há números homologados de consumo para o próximo Corolla brasileiro. O percentual divulgado representa uma meta de desenvolvimento e não deve ser aplicado diretamente aos resultados atuais do sedã no Inmetro. 

Outra mudança importante será a arquitetura compartilhada. Chamada pela Toyota de plataforma de múltiplos caminhos, ela permitirá reunir híbridos convencionais, híbridos plug-in e elétricos sobre uma estrutura comum. O objetivo é preservar espaço interno e proporções da carroceria, além de facilitar ajustes na produção conforme a procura por cada tecnologia. 

Para o consumidor, essa estratégia abre possibilidades distintas. O híbrido HEV mantém a conveniência de dispensar recarga externa. O plug-in acrescenta a possibilidade de carregar a bateria na tomada e percorrer trajetos usando eletricidade. Já o elétrico atende a quem pretende abandonar o abastecimento com combustível líquido.

O projeto também deverá mudar a aparência do Corolla. A expectativa é de inspiração no Corolla Concept, com linhas mais ousadas e uma carroceria menos conservadora. O conjunto mecânico mais baixo e compacto permitirá reduzir a altura do capô, aproximando eficiência aerodinâmica e liberdade de desenho. 

No Brasil, a ampliação da eletrificação poderá dar ao Corolla novos argumentos diante de sedãs como o BYD King. Uma eventual versão plug-in colocaria a Toyota em disputa mais direta com esse tipo de concorrente, oferecendo ao comprador outra alternativa além do híbrido convencional.

A configuração brasileira, porém, ainda depende de confirmação. Preços, potência, capacidade das baterias e data de lançamento permanecem em aberto. O que os anúncios recentes mostram é uma mudança de prioridade: o próximo Corolla deverá combinar sua proposta tradicional de uso cotidiano com uma oferta mais ampla de tecnologias de propulsão. A estreia de fato deve ocorrer no fim do próximo ano como modelo 2028 com expectativa de lançamento na Ásia e depois na Europa.

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