Transporte inadequado de canetas emagrecedoras ilegais causa perda de eficácia e riscos à saúde
Quebra na cadeia de frio pode inativar medicamento

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O envio de canetas emagrecedoras em embalagens térmicas improvisadas e sem controle de temperatura representa uma ameaça silenciosa à saúde do paciente. Profissionais de saúde e logística orientam o público a exigir transporte refrigerado adequado e acionar fabricantes caso haja oscilações térmicas.
O transporte e o armazenamento inadequados de canetas emagrecedoras, vendidas no comércio clandestino, vendas online e entregas por aplicativo, provocam a degradação do medicamento na estrutura dos princípios ativos (como semaglutida e tirzepatida), sem alterar sua cor, odor ou consistência.
Especialistas alertam que a quebra da cadeia de frio resulta na fragmentação ou agregação das moléculas biológicas, levando à redução ou perda total do efeito terapêutico. Além disso, o congelamento acidental por contato direto com gelo reciclável pode cristalizar a substância, potencializando os riscos à saúde do paciente.
Enquanto a cadeia logística principal costuma manter o controle térmico, o envio direto ao consumidor em embalagens improvisadas de isopor expõe o produto a altas temperaturas em poucas horas ou ao risco de contaminação cruzada em veículos não higienizados
A recomendação de especialistas é exigir transporte refrigerado apropriado nas entregas em domicílio, utilizar sacolas térmicas em trajetos pessoais e acionar o SAC dos fabricantes em caso de dúvidas sobre a estabilidade do produto após variações de temperatura


