Treinador de jiu-jítsu suspeito de abusar sexualmente de alunas utilizava de sua influência para cometer os crimes
Ele ainda intimidava as vítimas usando sua função como policial civil.

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O lutador e treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, preso na última terça-feira (28) em Manaus por suspeita de abusar sexualmente de alunas, utilizava da sua figura de líder e da função como policial civil para cometer os crimes e intimidar as vítimas.
Segundo informações da delegada Marine Andrade ao Fantástico, programa da Rede Globo, a conduta do suspeito seguia um padrão: ele aproximava-se das vítimas se aproveitando do fato de ser um atleta renomado, ganhava a confiança delas e dos seus familiares e, em seguida, cometia os abusos.
Além disso, ele intimidava as vítimas utilizando sua função como policial civil.
Ao menos, três ex-alunas formalizaram a denúncia. Uma das vítimas relatou que chegou a ser dopada pelo treinador durante uma viagem para uma competição e acordou com ele “colocando a mão dentro de sua blusa”. Já outra ex-aluna chegou a ter relação sexual com a vítima. Em ambos os casos as vítimas eram adolescentes à época dos crimes.
Melqui é investigado pelos crimes de importunação sexual, estupro de vulnerável, invasão de dispositivo informático e ameaça. Ele teve a prisão temporária determinada pela Justiça de São Paulo após tentativas de interferência nas investigações e destruição de provas terem sido identificadas.


