Trio elétrico passa a ser reconhecido como patrimônio cultural de Salvador
Prefeito Bruno Reis publicou decreto no Diário Oficial desta quinta-feira (5)

Foto: Max Haack/Prefeitura de Salvador
O trio elétrico foi reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da cidade de Salvador. A medida foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na quinta-feira (5).
De acordo com o texto, fica oficialmente reconhecida a importância do trio elétrico para a cultura e a história da capital baiana.
A lei determina ainda que o órgão municipal responsável pela proteção do patrimônio cultural adote as medidas necessárias para garantir o cumprimento da norma.
História
Criado na década de 1950 pelos músicos Dodô e Osmar Macedo, o trio elétrico se consolidou como um dos principais símbolos culturais da cidade e um dos elementos mais marcantes do Carnaval de Salvador, que reúne milhões de foliões todos os anos nas ruas da capital baiana.
O nome “trio” passou a ser associado ao fato de que três músicos faziam o som: a própria dupla criadora e o músico Temístocles Aragão. Já o termo “elétrico” surgiu da ideia de amplificar o som dos instrumentos.
O primeiro desfile ocorreu em uma “fobica”, um carro aberto equipado com potentes caixas de som e uma espécie de palco montado em uma estrutura elevada. No segundo ano, Dodô e Osmar levaram os equipamentos para uma caminhonete.
Com o passar do tempo, a estrutura evoluiu e, em meados da década de 1970, o trio elétrico passou a ser montado em caminhões, formato que se tornaria marca registrada do carnaval de Salvador.


