Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, mas acordo ainda gera incertezas
Hezbollah diz que grupo respeitará trégua se ataques cessarem

Foto: Official White House Photo by Daniel Torok
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) um acordo de cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano. Segundo Trump, o entendimento foi construído após conversas com o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
De acordo com o anúncio, a trégua também atende a uma das condições apresentadas pelo Irã para a continuidade das negociações diplomáticas com Washington. Um parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, afirmou à agência AFP que o grupo respeitará o cessar-fogo caso os ataques israelenses sejam interrompidos. Até o momento, o governo israelense não confirmou oficialmente a adesão ao acordo.
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que “ambos os lados querem ver a paz” e demonstrou expectativa de avanços nas negociações.
O presidente do Líbano agradeceu os esforços diplomáticos dos Estados Unidos e afirmou esperar que a iniciativa contribua para um processo de paz mais amplo na região. Já o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam classificou o anúncio como uma reivindicação histórica do país desde o início dos confrontos recentes.
Segundo a imprensa israelense, integrantes do gabinete de segurança do governo teriam recebido a notícia com surpresa. Um oficial militar citado por veículos locais afirmou que tropas israelenses permaneceriam em território libanês apesar do anúncio.
Contexto do conflito
A atual fase das tensões entre Israel e o Hezbollah se intensificou após os ataques iniciados em outubro de 2023 na fronteira norte de Israel, em meio à escalada regional relacionada à guerra na Faixa de Gaza.
O Hezbollah surgiu na década de 1980 durante a presença militar israelense no sul do Líbano e, ao longo dos anos, passou a atuar também como partido político com representação no Parlamento libanês. Israel e o grupo já entraram em confronto direto em diferentes momentos, incluindo a guerra de 2006. Desde então, episódios de tensão continuam ocorrendo de forma recorrente na região.


