TSE aceita pedido do Novo e abre ação contra Lula e Alckmin por suposto abuso de poder em desfile da Acadêmicos de Niterói
De acordo com o Novo, a Acadêmicos de Niterói recebeu cerca de R$ 9,65 milhões em recursos públicos para realizar o desfile

Foto: Alex Ferro/Riotur
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Antonio Carlos Ferreira, aceitou uma solicitação de abertura de ação contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o Carnaval do Rio de 2026. O pedido foi apresentado pelo partido Novo.
Segundo a coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, a ação mira o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro deste ano. Na ocasião, a escola de samba homenageou a trajetória pessoal e política de Lula.
De acordo com o Novo, a Acadêmicos de Niterói recebeu cerca de R$ 9,65 milhões em recursos públicos para realizar o desfile. O montante teria sido repassado pelos municípios de Niterói e do Rio de Janeiro, pelo governo fluminense e pela Embratur.
Segundo o partido, os envios teriam ocorrido após o anúncio público do enredo, realizado em julho de 2025.
Na decisão, tomada na última sexta-feira (14), Ferreira aponta que "a petição inicial relata fatos determinados, aponta o proveito eleitoral que deles teria advindo aos investigados e vem instruída com os instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas e o Livro Abre-Alas do desfile, além de rol de testemunhas com a declaração do objeto de cada depoimento".
"Desta forma, em primeira análise, entendo que a petição inicial preenche os requisitos de admissibilidade", complementou o ministro.
Com isso, o corregedor-geral definiu um prazo de cinco dias para que Lula e Alckmin apresentem suas defesas.


