TSE detalha procedimentos de identificação de eleitores para prevenir fraudes nas eleições
Sistema combina conferência de documentos, reconhecimento biométrico e registros de auditoria para investigar possíveis irregularidades

Foto: José Cruz / Agência Brasil
A Justiça Eleitoral utiliza diferentes mecanismos para confirmar a identidade dos eleitores e prevenir fraudes durante a votação nas Eleições Gerais de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o procedimento inclui a apresentação de documento oficial com foto, a conferência da fotografia no sistema utilizado pelos mesários e a validação biométrica.
De acordo com o tribunal, 141,3 milhões de eleitoras e eleitores têm a biometria cadastrada no país, o equivalente a 89,01% do eleitorado, estimado em 158,7 milhões de pessoas.
Na seção eleitoral, o mesário localiza o cadastro do eleitor pelo CPF ou número do título eleitoral. Após conferir a fotografia disponível no sistema e verificar o documento apresentado, solicita a identificação biométrica. Quando a digital é reconhecida, a urna eletrônica é liberada automaticamente.
Procedimentos em caso de falha biométrica
Caso a digital não seja reconhecida, o mesário pode realizar novas tentativas de leitura, após conferir os documentos, até o limite de quatro tentativas. Eleitores sem biometria cadastrada ou cuja digital não seja identificada podem votar por um procedimento alternativo, desde que o ano de nascimento informado corresponda ao registro oficial.
Nesses casos, o sistema registra a digital do mesário responsável pela liberação, enquanto o eleitor assina o Caderno de Votação. A urna também armazena a digital apresentada na última tentativa, e eventuais ocorrências fora do procedimento padrão devem ser registradas em ata.
Rastreamento de possíveis irregularidades
Os mecanismos de segurança permitem que a Justiça Eleitoral investigue suspeitas de fraude mesmo após o encerramento da votação. As informações registradas, incluindo as digitais do eleitor e do mesário, são criptografadas e transmitidas ao TSE.
Em caso de denúncia ou contestação, os dados podem ser cruzados por peritos para identificar quem apresentou a digital e qual mesário autorizou a liberação da urna. Segundo o tribunal, a combinação dos procedimentos de identificação e dos registros técnicos permite apurar possíveis irregularidades e responsabilizar os envolvidos.


