Uma em cada 5 instituições públicas tem cotas para população quilombola, diz Gemaa
Estudo aponta que Universidade Federal da Bahia (UFBA) é a pioneira com cotas

Foto: Reprodução/UFPel
Um estudo realizado pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa) apontou que apenas uma em cada cinco universidades federais ou estaduais possuem cotas para a população quilombola. Ou seja, apenas 21 instituições em oito estados possui este tipo de política afirmativa.
Sem nenhuma universidade na região Sudeste, das instituições disponíveis, juntas possuem 2.035 vagas para os quilombolas. Entre estas, 16 são universidades federais e cinco estaduais, sendo a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a pioneira com cotas.
Conforme a pesquisa justifica, os estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se sobressaem por haver neles mais quilombos certificados pela Fundação Cultural Palmares do que vagas disponíveis em suas respectivas universidades públicas.
De acordo com a Fundação Palmares, o Brasil tem 2.784 quilombos certificados. E a região Nordeste é onde há a maior quantidade, sendo 1.707. O Sul, no entanto, é a região com menos, sendo 187.


