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Vídeo: Brahma e Bruno Reis promovem ‘escravidão’ de trabalhadores no Carnaval, diz Kleber Rosa

O pré-candidato a deputado estadual afirmou que pretende denunciar o caso

Por Gabriel Rezende , Emilly Lima
Às

Atualizado
Vídeo: Brahma e Bruno Reis promovem ‘escravidão’ de trabalhadores no Carnaval, diz Kleber Rosa

Foto: Gabriel Rezende/Farol da Bahia

O pré-candidato a deputado estadual Kleber Rosa (Psol) fez duras críticas, nesta segunda-feira (16), ao modelo de patrocínio do Carnaval de Salvador e acusou o prefeito Bruno Reis (UB) e a empresa Brahma de promoverem exploração contra trabalhadores ambulantes durante a festa.

Segundo o psolista, o contrato firmado para a comercialização exclusiva de bebidas nos circuitos impõe condições injustas aos vendedores informais e garantiu que pretende denunciar o caso durante o Carnaval e ao longo do ano.

"Bruno Reis deu a Brahma o monopólio exclusivo de venda de mercadoria, com um exército de trabalhadores trabalhando de graça para Brahma, para vender para Brahma, sob a condição de pagar antes, ou seja, com recursos próprios do trabalhador, sem nenhuma condição humana de trabalho, trabalhando 24 horas, porque as pessoas dormem e acordam na rua, tendo que usar seu próprio dinheiro para adquirir a mercadoria, tendo que usar seu próprio recurso para comprar gelo, para transporte, para todos os tipos de garantia de manutenção do seu trabalho no local, tendo que pagar para a prefeitura para ter direito à licença", criticou o militante em entrevista durante desfile da Mudança do Garcia.

"Isso se chama tecnologia de escravização moderna. A Brahma e Bruno Reis promovem escravidão aos trabalhadores", completou.

O pré-candidato também comentou o impacto do consumo exclusivo da marca nos circuitos e que o contrato feito com a gestão municipal está ligada à mão de obra dos ambulantes, o que ele classificou como "escravidão moderna".

"Nós temos um recorde que já está sendo divulgado aí de público de um milhão e meio de pessoas na rua. Se a gente colocar isso os sete dias de carnaval vai dar o quê? Sete milhões, oito milhões, dez milhões de pessoas consumindo exclusivamente produtos da Brahma. Isso não é patrocínio. Isso não é patrocínio. Isso é contrato de exclusividade. Só para a gente pensar, se não tiver o trabalho dos ambulantes, esse contrato se materializa? Não. Esse contrato está condicionado à mão de obra dos trabalhadores, que são obrigados a vender esse produto. Isso é escravidão moderna", explicou. 

Kleber Rosa ainda reforçou que a prática é criminosa e que o prefeito Bruno Reis "comete crime" contra a população da capital baiana. Ele ressaltou que o caso será denunciado e que dará voz aos trabalhadores. 

"Bruno Reis não tem o que responder sobre isso. Ele tenta se sair através de uma lógica de publicidade, que na verdade não é publicidade, é contrato de exploração. A redução de um nicho de consumo. Isso não é publicidade. Então, Bruno Reis precisa ser denunciado. Eu vou usar a minha voz para denunciar durante todo carnaval e durante o ano, se for o caso. Nós precisamos acabar", disse Rosa.

"Os ambulantes sempre trabalharam no carnaval, sempre trabalharam de forma autônoma, sempre venderam o produto que queria, do preço que queria. Hoje eles são obrigados a vender um produto e ainda comprar com seu próprio recurso, assumindo qualquer tipo de risco que possa ter nessa mercadoria. Isso é criminoso. Bruno Reis comete crime no carnaval contra o nosso povo e eu não vou calar a minha voz, vou denunciar o tempo todo", concluiu o psolista. 

Veja a declaração

 

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