Vídeo: Câmara de Salvador aprova antecipação da eleição da Mesa Diretora; Carlos Muniz justifica voto: 'sou democrático'
Antecipação foi objeto de requerimento do vereador Alexandre Aleluia, candidato à presidência da Casa

Foto: Valdemiro Lopes/CMS
A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou, nesta quarta-feira (4), o requerimento do vereador Alexandre Aleluia (Novo) que convoca antecipadamente a eleição da nova Mesa Diretora para a próxima segunda (9). Aleluia é candidato à presidência da Casa e favorito a assumir o posto.
Mais cedo, o prefeito Bruno Reis (União) revelou que tinha recebido a informação de que a aprovação já era esperada. O pedido teve a adesão de 32 dos 43 vereadores. Três edis se abstiveram da votação: Eliete Paraguassu (Psol), Silvio Humberto (PSB) e Marta Rodrigues (PT). Não houve votos contrários.
O atual presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), que já declarou apoio a Aleluia, disse que seguiu o desejo da maioria ao votar a favor da medida.
"Numa casa democrática, você tem que sempre fazer o que a maioria deseja, e é o que eu estou fazendo aqui", afirmou Muniz. "Jamais iria fazer diferente, porque eu estaria jogando fora aquilo que eu sempre pensei em minha vida, que é ir dessa forma", acrescentou.
Como comparativo, o presidente da Câmara, que é aliado do ex-prefeito ACM Neto (União), lembrou o episódio em que "fez o 'L'" — indicando voto no presidente Lula — durante uma sessão no último dia 17, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
"Quando eu cheguei aqui na Câmara e 'fiz o L', é porque eu sou democrático; é porque eu não votei por mim", comentou Carlos Muniz. "Eu votei pela maioria das pessoas, que eu achei que dependia de um presidente democrático e que dependia de um presidente que tinha uma visão melhor para aquele povo que mais necessita o Brasil", concluiu.
Candidatura de Aleluia também tem apoio da maioria
Até o momento, a candidatura de Aleluia à presidência da Câmara Municipal tem o apoio de 37 dos 43 vereadores. Inicialmente, Carlos Muniz tentou se colocar como candidato à reeleição, mas esbarrou em uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou um eventual terceiro mandato de Muniz à frente da Casa.
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