Vídeo: empresária baiana é alvo de ação civil após declarações contra a comunidade LGBTQIAPN
Foram pedidos um vídeo com retratação e pagamento de indenização por dano moral coletivo de R$ 30 mil

Foto: Reprodução
Uma empresária da cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, é alvo de uma ação civil pública após compartilhar nas redes sociais um vídeo com falas preconceituosas contra a comunidade LGBTQIAPN.
A informação foi divulgada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), que acionou a Justiça depois de uma denúncia de um coletivo LGBTQIAPN+ da região. Foram pedidos um vídeo com retratação e pagamento de indenização por dano moral coletivo de R$ 30 mil.
A mulher, identificada como Day Souza, relata uma experiência com a filha, que teria questionado o que é ser LGBT. Ao responder, a empresária afirmou que é algo que não pode ser considerado normal.
"Para responder, eu falei o seguinte: 'Filha, então... tem coisas que o mundo vai querer trazer para gente como o normal, mas a Bíblia diz que Deus criou Adão e Eva. Deus criou o homem e a Mulher. Deus criou um para o outro. Então, assim como mamãe é casada com papai, lá na frente, Deus vai preparar um príncipe para você casar. E foi isso que Deus criou", contou.
A mulher cita ainda uma prima da criança que estava na conversa. "Lembrando que todas as minhas sobrinhas, para honra e glória do Senhor, também são cristãs. A maior já sabia o que significava, só que ela não", explicou.
Segundo o defensor público, Daniel Bernardes, a ação não discute fé e nem liberdade religiosa, mas a divulgação pública de uma fala que diminui um grupo social.
"A posição da Defensoria Pública enquanto instituição é de que discursos de ódio não são protegidos pela Constituição. Esses discursos não estão dentro da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e não é algo que se deseje que seja empregado na orientação dos filhos pelos pais", explicou em nota.
Após a ação civil pública, foi feita uma recomendação da retirada do vídeo das redes sociais e uma retratação, que foi feita em nota escrita.
"Embora haja o pedido de indenização, o principal objetivo da ação é a retratação. Isso se deve ao caráter pedagógico da medida, à necessidade de educação em direitos da população, inclusive das pessoas que sustentam esse discurso LGBTfóbico", afirmou o defensor.
Veja o vídeo publicado pela mulher


