Vídeo: Festa no IML: páginas nas redes sociais incitam necrofilia e vilipêndio de cadáver
Após morte da jovem Maria Eduarda, influenciadores denunciaram páginas que incitam a necrofilia

Foto: Reprodução/Instagram/@guustavolazaro | Reprodução/X
Após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, jogada de uma ponte sem cordas de proteção para rope jump, no último sábado (13), repercutiu nas redes sociais a existência de páginas e grupos voltados à incitação à necrofilia e ao vilipêndio de cadáver.
Chamadas de "Festa no IML", as páginas publicam imagens de vítimas de crimes que morreram, com o objetivo de atrair comentários sobre a aparência física delas.
O influenciador Gustavo Lazaro publicou no perfil no Instagram um vídeo denunciando o caso envolvendo Maria Eduarda. Na publicação, ele expõe os comentários que as páginas recebem. [Confira o vídeo no fim da matéria]
"Se juntar direitinho as peças, dá pra se divertir ainda", diz um usuário do X. "Vou fazer concurso pro IML", comenta outro.
A influenciadora e perita forense, Carolina Maluf, também denunciou casos envolvendo a "Festa no IML". Em entrevista ao canal do Youtube "Vim te Mostrar", ela conta que chegou a entrar em um grupo no Facebook com o mesmo nome das páginas e que encontrou vídeos e fotos de cadáveres abusados sexualmente.
"Apareceu esse grupo e eles começaram a me mandar. E eu entrei. Era mais do mesmo, vídeos de mulheres e homens sendo violados, piadas, que é o que ficava aberto ao público", explica.
Carolina conta que chegou a realizar uma "força-tarefa" para denunciar o grupo. No entanto, a influenciadora ressalta que, mesmo após as denúncias, outras páginas com o mesmo intuito surgiram.
Na segunda-feira (15), a deputada federal Erika Hilton (PSOL) anunciou em suas redes sociais que acionou a Polícia Federal contra autores de comentários que incitaram necrofilia e vilipêndio de cadáver contra a jovem Maria Eduarda.
"É tenebroso que comentários como ‘Hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada. Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF", escreveu Erika.
Confira:


