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Vídeo: Mães e familiares protestam contra suspensão do 'Pé na Escola' e pedem 'fora Hamilton'

Segundo os manifestantes, mesmo após a Prefeitura de Salvador anunciar a volta do programa para esta segunda-feira, os beneficiários seguem sem o auxílio

Por Ane Catarine Lima, Deivide Sena
Às

Atualizado
Vídeo: Mães e familiares protestam contra suspensão do 'Pé na Escola' e pedem 'fora Hamilton'

Foto: Farol da Bahia

Mães e familiares de estudantes beneficiários do "Pé na Escola" realizam um protesto, nesta segunda-feira (27), em frente à Câmara Municipal de Salvador (CMS), contra a suspensão do programa. Os manifestantes também pedem o afastamento do vereador Professor Hamilton Assis (PSOL), que denunciou possíveis irregularidades no projeto.

As matrículas do "Pé na Escola" foram anuladas na última sexta-feira (24), após o Ministério Público Federal (MPF) instaurar um inquérito civil para investigar irregularidades do programa. No entanto, a Secretaria Municipal da Educação (SMED) anunciou o retorno do projeto para esta segunda-feira, às 14h, após finalizar ajustes operacionais e aprimoramento dos fluxos administrativos.

Porém, ao Farol da Bahia, manifestantes afirmam que, mesmo com o anúncio, o programa não foi retomado.

"No momento, a gente está aqui protestando contra Hamilton, que tirou o benefício das crianças. Quer dizer, a gente, pai e mãe, vai deixar as crianças estudarem? Por que a mulher dele foi demitida? Bora, Hamilton, bota a cara, você botou o dedo na minha cara aqui na frente e cadê você agora? Cadê você? Você tirou o benefício das crianças de estudar. Todas as crianças precisam disso", declarou Milena Stefanie, mãe de um aluno.

Outra manifestante, avó de uma estudante beneficiária do programa, que optou por não se identificar, disse que, com a suspensão do "Pé na Escola", os alunos foram redistribuídos para escolas da rede municipal. No entanto, ela contou que as unidades escolhidas são muito distantes e localizadas em regiões dominadas por facções criminosas rivais.

"A Prefeitura redistribuiu as vagas e aí colocaram crianças de um bairro que tem uma facção, mandando para outro bairro, que é outro tipo de facção", revelou.

"O que acontece é o seguinte, lá em Plataforma é uma facção e na Terezinha é outra facção. E aí, ela direcionou essas crianças que moram em Plataforma e São João do Cabrito para a Terezinha, que é mais de 1 quilômetro, mais de 1.200 metros de distância da casa dos pais. Quem vai pagar esse transporte?", questionou.

Para ela, a decisão põe em risco os estudantes, que estarão longe de casa e dos seus responsáveis. "A Prefeitura não quer saber disso não, porque se um daqueles elementos pegar uma mãe com uma criança e descobrir de onde é que ela é, ela vai ser morta. Com certeza, ela vai ser morta. Então é isso que nós estamos evitando, porque minha neta foi jogada lá para Terezinha. Eu não vou mandar minha neta para Terezinha de forma nenhuma", afirmou.

Durante o protesto, o vereador e líder da oposição Randerson Leal (Podemos) tentou acalmar os manifestantes e afirmou que levará o caso à sessão desta segunda-feira da Câmara.

Ao Farol da Bahia a Secretaria Municipal da Educação afirmou que o sistema da rede já foi reaberto e que os responsáveis dos alunos devem realizar o cadastro e verificar as escolas disponíveis para matrícula.

"Caso tenha alguma dificuldade em acessar o cadastro pode ligar 156 ou procurar a escola municipal que deseja matricular para verificar se tem vaga", diz a nota.

Confira o vídeo:

 

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