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Vídeo: 'Mais um programa eleitoreiro', diz professora municipal de Salvador sobre o Bolsa EJA

Priscila Lima usou as redes sociais para criticar as promessas do prefeito Bruno Reis relacionadas à Educação

Por Da Redação
Às

Atualizado
Vídeo: 'Mais um programa eleitoreiro', diz professora municipal de Salvador sobre o Bolsa EJA

Foto: Reprodução/Instagram e Igor Santos/Secom

A professora da rede municipal de Salvador, Priscila Lima, que recentemente usou as redes sociais para mostrar fotos e vídeos da merenda escolar pouco nutritiva oferecida pela prefeitura de Salvador, voltou a publicar nas redes sociais, nessa quarta-feira (26), desta vez criticando o programa "Bolsa Eja". Nesta semana, o prefeito Bruno Reis (UB) anunciou o programa "Bolsa EJA", que prevê o pagamento de R$ 100 mensais para estudantes que frequentarem as aulas. 

Segundo Priscila, o anúncio do benefício ocorre após a Secretaria Municipal de Educação de Salvador (SMED) encerrar as atividades da educação de jovens e adultos em 44 escolas em 2022. A retomada do direito desses alunos foi realizada somente após a gestão firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). 

"Essa mesma prefeitura precisou assinar um termo de ajuste de conduta para parar de fechar o atendimento da educação de jovens e adultos nas escolas. A SMED encerrou as atividades da educação de jovens e adultos em 44 escolas e precisou de uma intervenção do Ministério Público para que a modalidade não fosse mais achatada. E agora, o secretário de Educação aparece dizendo que a SMED vai pagar 100 reais para os alunos que frequentarem as aulas na modalidade educação de jovens e adultos", explicou a professora.

A educadora chamou atenção dos estudantes para que fiquem em alerta e pontuou que a gestão municipal "não gosta" dos alunos, professores e "não se importa" com a educação na cidade. 

"Abram bem o olho de vocês estudantes porque quer negociar alguma coisa, tá? Eles não gostam, eles não se importam com os alunos, eles não se importam com os professores e não se importam com a educação dos soteropolitanos, jovens e adolescentes que não tiveram a oportunidade de estudar no tempo regular", disse.

No vídeo, Priscila também relembrou o programa Agente da Educação,  ao qual classificou como "programa eleitoreiro" e afirmou que, depois de promessas para aumentar o número de vagas de profissionais, deixou de existir no município. 

"Esse programa de Bolsa Presença me lembra muito esse outro programa aqui, que é o programa Agente da Educação, um programa muito bom que deveria ter sido transformado numa política de município que não deveria ser interrompido, que é o programa Agente da Educação, onde os professores de pedagogia iam nas residências fazer visitas às famílias para saber sobre a frequência da criança e também desenvolviam outras atividades nas escolas com as crianças para prevenir o abandono escolar. Programa muito bom, mas que foi eleitoreiro, começou com 300 vagas, o prefeito prometeu que ia aumentar para 700 vagas e aos poucos, depois que se reelegeu, desidratou o programa e hoje ele não existe mais", destacou Priscila. 

Confira o vídeo abaixo 

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