Vídeo: "Minha candidatura se mantém", diz Jaques Wagner após se tornar alvo de buscas da PF
Senador foi alvo da Operação Compliance Zero

Foto: Reprodução / BandNews
O senador e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner, líder do PT no Senado, comentou nesta quinta (18), sobre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele. O parlamentar foi alvo de nova fase da Operação Compliance Zero, que mira a ligação dele com Augusto Lima, sócio do Banco Master.
Em entrevista à BandNews, Wagner disse que todas as suas posses estão declaradas em imposto de renda, e que seguirá com a candidatura à reeleição no Senado.
"Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF. A Bahia é terra de muro baixo, não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento que é o que eu moro, e meu sítio lá em Andaraí. Esse é meu patrimônio e tá declarado no imposto de renda. Minha candidatura se mantém", disse.
O pré-candidato mencionou que já foi mandado de busca e apreensão, em 2018, ano eleitoral. Na ocasião, ele foi alvo de operação que investigava supostas irregularidades na reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova para a Copa do Mundo de 2014.
"Eu fui candidato, mantive minha candidatura e fui o senador mais bem votado da história da Bahia. Minha candidatura tá mantida. A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje", afirmou.
Ele avalia que é "muito difícil" que Lula decida interferir na candidatura ao Senado, e que o presidente se solidarizou com Wagner após o ocorrido.
"Acho sinceramente muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem, pela confiança que ele tem em mim. Fez questão de me ligar, se de solidarizar comigo e ele que já teve problemas até maiores do que esses, como eu tive, mas ele muito pior, que foi preso depois inocentado e tá aí com o presidente da República. Então, minha candidatura tá mantida e eu espero ser eleito de novo senador da Bahia", diz.
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