Vídeo: "Não é transfobia, é crime" explica modelo que trabalha no Egito sobre o caso Malévola
Influenciadora foi presa na última terça-feira (20)

Foto: Instagram Lua Albuquerque e Malévola
A modelo Lua Albuquerque, que mora no Egito há três anos, utilizou as redes sociais para afirmar que a prisão da influencer Malévola no país não tem relação com transfobia, mas com a lei que proíbe certas ações que no país são proibidas.
Apesar de considerar que a prisão não possui relação com transfobia, a modelo citou que o fato de ela ser uma mulher trans possui mais relevância em um país muçulmano e elencou algumas situações que não são permitidas no Egito.
"Não é (transfobia). Eu acho que sim o fato dela ser uma mulher trans pesa a situação, tudo muito mais por ser um país muçulmano, mas a verdade é que ela cometeu um crime, infringiu a lei. É proibido você andar de mãos dadas com seu namorado, é proibido você dar um beijo no meio da rua"
"É muito importante na hora de viajar, você procurar saber. Eu já corri um leve risco aqui também as vezes usando uma roupa mais amostra e nada intencional, aprendi com meu erro e nunca mais quis fazer", seguiu.
Entenda o caso
As influenciadoras brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli pagaram fiança após serem presas na terça-feira (20), em Alexandria, no Egito. Segundo a defesa, as duas devem ser soltas nesta quarta-feira (21) e poderão retornar ao Brasil.
De acordo com as autoridades egípcias, as brasileiras foram detidas após a divulgação de vídeos nas redes sociais em que aparecem fazendo gestos de cunho sexual e assediando pessoas em vias públicas. Segundo a polícia local, o conteúdo teria sido publicado para aumentar o número de visualizações.
O Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil no Egito acompanha o caso e presta assistência consular às brasileiras e aos familiares.
Confira mais no vídeo abaixo:


