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Vídeo: “Pedi a Deus força e parei”: brasileiro que viralizou por gesto de solidariedade na Maratona de Boston conta ao Farol da Bahia como ajudou atleta

Robson Gonçalves abre mão de recorde pessoal para ajudar corredor nos metros finais e ganha repercussão internacional.

Por Samara Figueiredo
Às

Atualizado
Vídeo: “Pedi a Deus força e parei”: brasileiro que viralizou por gesto de solidariedade na Maratona de Boston conta ao Farol da Bahia como ajudou atleta

Foto: Arquivo pessoal

O operador de máquinas brasileiro Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, ganhou destaque mundial após protagonizar uma cena de solidariedade na Maratona de Boston, nos Estados Unidos. Na reta final da prova, ele abriu mão de melhorar seu tempo pessoal para ajudar o norte-americano Ajay Haridasse, que demonstrava sinais de exaustão, a cruzar a linha de chegada.

O gesto contou ainda com a ajuda do britânico Aaron Beggs. Juntos, os três completaram a prova e foram aplaudidos pelo público. A atitude rendeu ao brasileiro destaque na imprensa internacional, que o classificou como um dos “heróis” da edição.

Em entrevista ao Farol da Bahia, Robson contou que disputar a Maratona de Boston era a realização de um sonho construído com muito esforço. “Realmente, correr a maratona de Boston é um sonho para mim. Para chegar lá é bem difícil, a gente precisa de índice. Foram sete meses de preparação, cerca de 2.300 km treinados. É a realização de um sonho”, disse.

O atleta pratica corrida há cerca de dez anos e acumula experiência em provas de longa distância. “Eu corro desde 2016, maratonas desde 2019. Já são mais de 25 meias maratonas e 10 maratonas completas. Meu melhor tempo é 2h43min46s, e quero baixar para 2h40”, explicou.

O momento decisivo aconteceu já nos metros finais da prova. Segundo Robson, a decisão de parar foi imediata. “Eu sabia que podia melhorar meu tempo, mas quando entrei na reta final vi que ele estava passando mal. Pedi a Deus força, porque sozinho eu não conseguiria ajudar. Graças a Deus, o Aaron também parou, e conseguimos levar ele até o fim”, relatou.

Mesmo com a barreira do idioma, houve tentativa de comunicação. “Eu não tenho inglês fluente, mas falava para ele andar, levantar a cabeça, olhar para a linha de chegada. Foi o que consegui dizer naquele momento”, contou.

Após cruzarem a linha, os três receberam atendimento médico. Robson revelou que também precisou de cuidados devido ao desgaste extremo. “Eu estava muito exausto, não conseguia nem ficar em pé. Acabei sendo levado na cadeira de rodas que estava separada para ele. Fiz exames, eletrocardiograma, pressão, e depois chamaram uma médica que falava português para ajudar”, disse.

A repercussão veio rapidamente, principalmente nas redes sociais. “Começaram a me marcar nos vídeos, dizendo que eu era o rapaz de camiseta branca. Quando postei, viralizou. Recebi muitas mensagens e pedidos de entrevista. Ainda estou tentando assimilar tudo isso”, afirmou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Apesar da visibilidade, Robson mantém os pés no chão e reforça a motivação que o move no esporte. “Sou trabalhador, tenho três filhos, concilio tudo com treino. O que me motiva é a superação e o processo”, destacou.

Sobre o futuro, ele já tem novos desafios em mente. “Tenho uma maratona marcada em julho, em Porto Alegre, e quero fazer um ciclo perfeito para bater meu recorde. Também quero correr outras provas pelo Brasil, inclusive conhecer novas cidades. Tudo depende de planejamento e, quem sabe, conseguir algum apoio”, explicou.

O corredor também demonstrou interesse em competir na Maratona Salvador, na capital baiana, e em outras regiões do país. “A intenção é correr duas ou três maratonas por ano e conhecer o máximo de lugares possível. Sempre investi com recursos próprios, mas sigo incentivando outras pessoas a praticarem esporte”, concluiu. 

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