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Vídeo: Presidente da CPMI do INSS diz que investigação sobre viagem de Lulinha será baseada em documentos: "Tem que prestar contas"

Carlos Viana nega fraude na votação e aguarda decisão de Davi Alcolumbre sobre anualação do requerimento

Por Stephanie Ferreira
Às

Atualizado
Vídeo: Presidente da CPMI do INSS diz que investigação sobre viagem de Lulinha será baseada em documentos: "Tem que prestar contas"

Foto: Farol da Bahia

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos – MG) comentou, nesta segunda-feira (2), sobre a suposta declaração de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha que teria afirmado ter viajado para Portugal com despesas pagas pelo lobista Antônio Carlo Camilo Antunes. Em coletiva de impressa, ele ressaltou que não vai permitir que façam a comissão de “palanque”. 

“A minha preocupação como presidente é trazer os documentos para investigação, independentemente da posição, do parentesco, de qualquer que seja, da condição financeira. Se a pessoa está envolvida na investigação, ela tem que prestar contas. Esse é o meu papel junto do Brasil. Então, o que ele disser ou não disser, nós vamos confrontar com os documentos. Pode ser que ele seja inocente? Pode. A documentação pode não levar nada, mas pode nos mostrar claramente que houve sim um conluio com dinheiro dos aposentados e nós temos a obrigação de investigar e dar uma resposta ao povo brasileiro”, afirmou. 

A quebra de sigilo de Lulinha foi aprovada na última sessão da Comissão, realizada no dia 26, que foi marcada por confusão e agressão por conta da votação. Questionado sobre as alegações da base governista de que a votação teria sido fraudada, Viana ressaltou que não houve erro e que as imagens da TV Senado podem comprovar o número de parlamentares presentes na sessão durante a votação.

Segundo o senador, a expectativa é que o impasse seja resolvido após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Isso porque a decisão sobre a possível anulação da votação cabe ao presidente da Casa. “Eu tenho absoluta certeza de que serão analisados todos os fatos, uma vez que eu agi corretamente dentro do regimento, não mudo uma vírgula sequer das minhas ações da semana passada. [...] Eu aguardo que a gente possa conversar, até mesmo para que eu possa ouvir a comissão”


Até o momento, Davi Alcolumbre não se pronunciou sobre o caso. Um ofício com pedido de prorrogação da CPMI também foi encaminhado ao presidente. 

Sigilo 
O presidente da CPMI do INSS afirmou ainda que aguarda esclarecimentos do ministro André Mendonça sobre a extensão dos documentos sigilosos que devem ser enviados à comissão. Segundo ele, a decisão do Supremo não determina que a Polícia Federal faça qualquer filtragem. 

“A decisão do ministro André Mendonça não define, em momento algum, pelo menos não está lá claro que a Polícia Federal faça qualquer tipo de verificação de documentos ou filtro para entregar a comissão. Eu analisei junto com a Advocacia Geral da Casa e a determinação é de que nós recebamos os arquivos completos. [...] Eu já solicitei a advocacia para entrar em contato com o gabinete do ministro para a gente esclarecer toda essa história e o mais rapidamente possível nós recebermos os documentos relativos ao sigilo do senhor Daniel Vocaro”, disse. 

Em fevereiro, Mendonça determinou a devolução à CPMI do acesso aos dados obtidos por quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático de Vorcaro, com envio prévio do material à Polícia Federal para compartilhamento com a comissão. A medida atendeu a pedido do colegiado e reverteu entendimento anterior que havia restringido o acesso aos documentos. 

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