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Vídeo: Wagner defende chapa com Rui Costa e vê “bom problema” em três nomes para duas vagas ao Senado

Em entrevista, senador nega racha com o PSD

Por Stephanie Ferreira
Às

Atualizado
Vídeo: Wagner defende chapa com Rui Costa e vê “bom problema” em três nomes para duas vagas ao Senado

Foto: Reprodução/ Rede Social

O senador Jaques Wagner (PT) defendeu, nesta terça-feira (6), a chapa com o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para as eleições do próximo ano. Em entrevista ao Band Bahia, o petista afirmou que vê como “bom problema” ter ainda Angelo Coronel (PSD) também para disputar as cadeiras do Senado e negou racha com o PSD.

“Então, para mim a chapa está com um bom problema. Temos três nomes para dois lugares de senador. Eu, Coronel e Rui Costa. Eu vou continuar acreditando no diálogo dentro do grupo. Eu acho que o grupo, repito, fez muito bem à Bahia. Fez muito bem a todos os partidos políticos que estão nesse grupo e, portanto, eu não vejo o porquê a gente rachar”, afirmou. 

Wagner disse ainda que já ocorreu situações semelhantes e que vão “achar o caminho”. “Isso já aconteceu em outro momento, Lídice era senadora, poderia ir para reeleição, não foi em função de uma decisão do grupo. Pinheiro era senador, podia ir para reeleição, não foi. Eu que fui em nome do PT. Nós vamos achar o caminho. Deixa o pessoal torcendo, por isso que eu digo, eu não posso contar o último capítulo, senão perde a graça”, disse.

Apesar de defender a chapa, o senado diz que não gosta do termo “puro sangue” que se refere às chapas com candidatos apenas do mesmo partido. 

“É óbvio que os três são do PT. Mas na verdade a chapa é de dois ex-governadores e o governador que vai para reeleição. É uma chapa que realmente tem um peso político muito grande”.

Cenário Nacional 

O PSD tem se movimentado para a eleição presidencial de 2026. A legenda, presidida por Gilberto Kassab, avalia a possibilidade de lançar candidatura própria, com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, além de manter diálogo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O cenário gera questionamentos em estados onde o PSD integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a Bahia, onde o partido é aliado do governo estadual e do PT.

Questionado sobre o risco de uma decisão nacional impactar a aliança local, o senador Jaques Wagner (PT-BA) minimizou a possibilidade de ruptura.  "Eu acho muito difícil, sinceramente, porque o PSD da Bahia, se não é o maior PSD, acho que talvez não seja, que agora em São Paulo cresceu muito. [...] Então a relação é muito forte. Na minha opinião, eu não posso antecipar o que que vai ser a decisão do PSD, mas se houver alguma decisão por uma candidatura própria, provavelmente vai se liberar estados onde você já tem uma relação muito construída. Então, eu não acho que isso vai ser problema”, disse. 

Na avaliação de Wagner, o principal objetivo das direções partidárias é ampliar suas bancadas no Congresso Nacional, já que isso garante maior influência política e institucional. 

“Eu acho que alguns partidos podem não se abraçar em nenhuma candidatura presidencial para dar liberdade em cada estado de se movimentar. No fundo, no fundo, vamos ser objetivo, o que cada presidente de partido quer é o crescimento do número de deputados federais. Que quanto maior a sua bancada de deputados e de senadores, evidentemente que o partido sai mais fortalecido. Eleger governador é importante é, mas na cabeça do presidente de partido, em geral, o que ele tá focado é em aumentar o número de deputados federais e senadores, porque ele tem uma participação mais expressiva lá em cima”, concluiu.
 

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