Vítima de estupro lamenta absolvição do Thiago Brennand; o acusado respondeu a outros crimes parecidos
Ao recorrer da decisão, a defesa da autora Stefanie Cohen informou que espera que a pena seja restabelecida

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A autora de um dos processos contra o empresário Thiago Brennand por estupro, Stefanie Cohen, recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) depois de o acusado ser absolvido pela Justiça de São Paulo. Há um tempo atrás, a 2ª Câmara de Direito Criminal acolheu o pedido da defesa de Thiago e reverteu a decisão que o condenava por oito anos de prisão.
Em nota, vítima disse que ficou surpresa com a decisão, mas que segue “encorajada e firme no propósito”. “Compreendendo que a busca pela responsabilização em crimes contra a dignidade sexual é uma jornada árdua, mas indispensável para encorajar outras mulheres e romper ciclos de impunidade”.
“A justiça virá. Nunca precisei de mídia, tenho uma vida bem consolidada, só fiz o certo. E o certo pode doer… até que a verdade seja transformada em justiça”, afirmou a estudante de medicina.
Thiago Brennand foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em 2022. O crime terá acontecido após a estudante passar ali depois de um jantar. A vítima acredita que pode ter sido dopada. Logo, o acusado teria se aproveitado da vulnerabilidade de Stefanie e a conduzido para um quarto de hotel.
Com a decisão, a defesa de Stefanie informa que espera que a pena seja restabelecida. “O recurso sustenta que o acórdão absolutório violou a legislação federal ao atribuir prevalência a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia, em detrimento do conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório”, destacou.
Durante a análise do caso, o relator, desembargador Tetsuzo Namba, votou para manter a pena do acusado. Mas foi convencido pelo entendimento dos outros desembargadores Francisco Orlando e Alex Zilenovski, presidente do colegiado, que votaram a favor do réu.
Histórico de Thiago Brennand
Em agosto do ano passado, Brennand foi condenado, em primeira instância, a oito anos de prisão e foi determinado um pagamento de R$ 200 mil em indenização por danos morais à autora. A defesa dele recorreu, alegando que a relação foi consensual. O MPSP também recorreu e pediu aumento no valor da indenização para R$ 1 milhão.
Além do caso da Stefanie Cohen, o acusado também foi denunciado por outros crimes de lesão corporal, cárcere privado e corrupção de menor. Em julho de 2021, Brennand foi condenado pela primeira vez a 10 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por estuprar uma norte-americana. Após esse episódio, ele foi condenado a mais um ano e oito meses de prisão, no regime semiaberto, por agredir a modelo Helena Gomes, em uma academia de luxo.
Outra acusação foi feita por uma massagista brasileira que relatou à Justiça que foi estuprada e depois foi perseguida pelo acusado. Esse crime ocorreu em 2022.


