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Vorcaro teria bancado férias de R$ 2 milhões para Ciro nos Alpes Franceses, diz revista

Segundo a reportagem da Piauí, Ciro e Flávia Rosalen viajaram por 13 dias, entre 12 e 25 de janeiro de 2025

Por Da Redação
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Vorcaro teria bancado férias de R$ 2 milhões para Ciro nos Alpes Franceses, diz revista

Foto: Reprodução/PF

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria bancado as férias em quase R$ 2 milhões para o senador Ciro Nogueira (PP) em Courchevel, uma estação de esqui nos Alpes Franceses. A informação foi divulgada pela revista Piauí nesta terça-feira (2). 

Segundo a reportagem, Ciro e Flávia Rosalen viajaram por 13 dias, entre 12 e 25 de janeiro de 2025, com despesas custeadas por Vorcaro. A revista afirma que o custo total chegou a R$ 1.849.201, valor apurado pela PF no âmbito das investigações que analisam a proximidade entre o senador e o banqueiro.

O parlamentar e a esposa viajaram do Aeroporto de Guarulhos para Paris e seguiram para a estação de esqui, onde ficaram hospedados em hotel de luxo nos Alpes.

A Piauí afirma que Vorcaro também participou da viagem, acompanhado da então noiva Martha Graeff. Em uma das imagens mencionadas pela revista, o banqueiro aparece abraçado a Ciro Nogueira. A fotografia também foi encontrada pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. 

Além da viagem, a reportagem menciona outros pontos investigados pela PF, entre eles suspeitas envolvendo pagamentos, uso de imóveis, despesas pessoais, viagens, emendas parlamentares e influência política em favor de interesses ligados ao Banco Master. 

A relação entre Ciro e Vorcaro já estava sendo observada antes da viagem a Courchevel, segundo a revista, um documento do Coaf apontou depósitos feitos pela empresa  BRGD, ligada à família de Vorcaro, em favor da CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa associada à família do senador. De agosto de 2023 a agosto de 2024, os repasses teriam somado R$ 902 mil, considerados atípicos pelo órgão.

A publicação também expõe uma parceria entre o senador e o empresário envolvendo a Green Investimentos. A empresa de Ciro teria comprado uma fatia de 30% da Green por R$ 1 milhão, embora a participação fosse avaliada em valor superior. 

A Piauí também expôs que mensagens obtidas pela PF indicariam discussões sobre valores mensais de R$ 300 mil e, posteriormente, R$ 500 mil. A forma como esses valores teriam sido pagos é alvo de investigação. 

No campo político, a Piauí afirma que a investigação também analisa atos de ofício atribuídos a Ciro Nogueira. Um dos pontos centrais é a chamada “Emenda Master”, apresentada em agosto de 2024, que aumentava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura para investidores em caso de quebra de instituição financeira. A proposta atendia aos interesses do Banco Master e teria sido redigida pela assessoria do próprio banco.

Em entrevista citada pela revista, Ciro negou irregularidades em sua relação com Vorcaro. Ele pontuou que que não teria tratado de assuntos do Master, nem feito gestões para encobrir problemas, e que espera que o Ministério Público e a PF esclarecessem o episódio. 

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