Zelensky diz que EUA serão responsáveis por eventual cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia
Mediação dos EUA ganha protagonismo em meio a entraves sobre áreas ocupadas

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (20) que os Estados Unidos deverão assumir a supervisão de um possível cessar-fogo entre Kiev e Moscou, caso as tratativas em andamento resultem em um acordo.
“Se houver um cessar-fogo, os americanos serão os principais responsáveis por monitorá-lo”, declarou Zelensky. Segundo o líder ucraniano, houve entendimento entre as partes sobre o papel central de Washington na fiscalização do cumprimento de um eventual pacto. Ele classificou o consenso como “um resultado muito importante” alcançado pela delegação de seu país.
As negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos foram encerradas na quarta-feira (18). Embora não tenham produzido um acordo definitivo para encerrar o conflito, registraram avanços pontuais.
De acordo com Zelensky, as conversas foram produtivas principalmente nos campos militar e humanitário. No âmbito humanitário, houve encaminhamentos para novas trocas de prisioneiros de guerra, consideradas prioridade por Kiev. O presidente afirmou que espera que uma nova troca possa ocorrer “muito em breve”.
Apesar dos progressos, permanecem divergências significativas sobre o futuro dos territórios ocupados no leste ucraniano, o que impede um avanço mais amplo nas negociações.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, avaliou a rodada anterior como “difícil, mas profissional” e sinalizou a possibilidade de novos encontros em breve. Se confirmada, a próxima reunião será o quarto ciclo de negociações desde janeiro.
Em publicação nas redes sociais, Zelensky agradeceu à equipe ucraniana pelo trabalho que definiu como “preciso” e reiterou a importância da mediação estadunidense. Ele acrescentou que as prioridades de Kiev para a próxima rodada já estão estabelecidas e afirmou que o país está disposto a discutir compromissos, desde que não afetem sua soberania e independência.
O presidente ucraniano também defendeu que uma eventual reunião entre os chefes de Estado pode ser determinante para destravar os pontos que seguem sem solução no nível técnico.


