O reconhecimento do STF e do TSE, como era de se esperar, da vitória eleitoral de Lula da Silva nas eleições de domingo, suscita um amplo debate no interior da sociedade brasileira, abrangendo os mais diferentes aspectos, que vão das suspeitas de fraudes, ao caráter político delas próprio.
Eivada de crimes eleitorais e uma tempestade de “fake news”, a campanha do candidato dito vitorioso, pode ser considerada a mais suja e imoral de que se tem notícia em outros processos eleitorais. O candidato legalmente apontado como o majoritário tem sido contestado pelos seus adversários e pela opinião pública, exatamente por que contraria todos os prognósticos anteriores. Sem me aprofundar nos fatos, já por todos conhecidos, esses fatores guardam uma evidência muito forte.
Assim sendo, começo por trazer à tona o que me parece algo fundamental num processo eleitoral: a legitimidade de seus resultados. Eles não expressam apenas a soma dos votos obtidos, independente de sua contagem matemática. A legitimidade consiste no voto do cidadão eleitor de forma direta e igual para todos, realizados em um sistema eleitoral auditável e imune à fraude ou manipulação e, finalmente, não menos importante, a paridade de armas que assegure aos candidatos isonomia, combatendo o abuso do poder econômico e político por quaisquer das partes em disputa.
Não preciso dizer que essas exigências, próprias do regime democrático, não foram respeitadas, configurando a desigualdade gritante entre os candidatos. A “vitória” de Lula da Silva não contem legitimidade, exigência indispensável para o exercício dos poderes públicos.
Não bastasse a ausência de legitimidade, o candidato Flávio Bolsonaro contesta a prorrogação das eleições por duas horas e suspeita que nesse intervalo pode haver muita coisa que careça de explicação. No segundo turno ingressam no pleito 9.000 votos oriundos de candidatos da chamada terceira via e 5.000 votos de eleitores novos que compareceram a essa nova oportunidade de votar. Consequentemente, 14 milhões de de votos que deveriam ser divididos entre os dois candidatos. Para chegar aos resultados proclamados pelos tribunais seria necessários que o candidato Lula obtivesse 03 dos 04 novos votos, o que equivaleria a 10 milhões para o Lula e 03 milhões para o Flávio. Isso significa que milhões de eleitores do Flávio abandonaram a candidatura dele e transmigraram para Lula ou, numa outra hipótese, Lula fez a proeza inédita de obter todos os votos dos eleitores que passaram a votar no segundo turno e Flávio nenhum deles, além dessa bela performance o Lula teria que ganhar a maioria dos eleitores que não votaram nele.
Parece um conto de fadas. Ao apagar das luzes, o Ministro Zanin, advogado de Lula e hoje no STF passa por cima do STE e prorroga as eleições por duas horas, quando a quase totalidade das sessões eleitorais já haviam encerrado a votação no horário legal. Ora, parece que direis estrelas, o mesmo Zanin que queria o julgamento de D. Mariza, esposa de Lula então falecida, impôs a sua decisão a uma eleição já concluída. Por que e para que!
O que aconteceu nessas duas horas? Teria sido o que aconteceu na Venezuela, cujas eleições foram prorrogadas e a contagem de votos elegeu Maduro, sob os olhares estupefatos da Nação inteira.
Lula tem um encontro marcado com o caos, onde travará uma batalha em que a mediocridade de suas ideias e do seu exército será como uma batalha de Pirro!
Os acontecimentos indicam que os caminhos estão se estreitando e ninguém suporta mais tanta manipulação. Em mais nada se pode confiar. Maquiavel, no século XVI, nos disse que não devemos “jogar limpo em um jogo em que todos trapaceiam”. Devemos, contudo, interpreta-lo como advertência e não como conselho. Contrapor tal advertência com o que nos ensina Chesterton: “o verdadeiro soldado não luta porque odeia o que tem diante de si, mas porque ama o que tem atrás”.
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