Muitas vezes repetida nas Sagradas Escrituras, o Papa João Paulo II, em homilia na Praça do Vaticano, exortou os fiéis a não ter medo, tornando esta frase bíblica muito popular e uma espécie de bordão dirigida aos seus conterrâneos poloneses, a fim de animá-los na luta contra o totalitarismo reinante em seu país. Suas palavras proféticas fundiram a grande aliança que se formara no mundo em favor das liberdades e perduram até hoje.
A conjuntura política e moral que vive nosso país às vésperas das eleições do dia 25 deste mês, reacende a profecia de João Paulo II perante as suspeitas de que os resultados eleitorais poderão ser contestados pelos atuais donos do poder, convencidos de que os crimes eleitorais por eles cometidos, não serão suficientes para decretar o fim da malfadada era petista. Eis que uma nova armação nasce de suas mentes fraudadoras!
A narrativa que tentaram inocular na opinião pública era que o processo eleitoral seria conspurcado pela interferência estrangeira, patrocinada pelos Estados Unidos. Coube ao Ministro Flávio Dino propalar para meio mundo essa indecência descabida e ele saiu procurando agulha no palheiro. Desenterrou processo velho e arquivado para dar curso à inútil proeza. Não achou nada. O tiro saiu pela culatra!
O triunfo de Flávio Bolsonaro no primeiro turno eleitoral entornou o balde no STF. O cidadão eleitor deixou claro o que quer. Quer o impeachement dos supremos. A gota d’agua que faltava. Decisões judiciais pipocam, investigações em torno de falsas denúncias sugerem a aceleração das perseguições políticas a lideranças eleitas pelo voto popular, a exemplo de Deltan Dallagnol e o próprio candidato Flávio Bolsonaro.
O Golpe de Estado é um processo permanente no Brasil. Começou com o Inquérito do Fim do Mundo. Depois dele, as prisões em massa, exílios, censura, descondenação de Lula, corrupção sistêmica, violações constitucionais, processos ilegais, condenação do maior líder da direita, manipulação dos processos eleitorais, perseguição política de adversários do regime e muita mais. O que se pode e deve dizer é a mutação da natureza de Golpe de Estado. Nele, é necessário apenas a transformação das Forças Armadas em uma massa ideológica de manobra e de apoio à degeneração moral do país.
Em cada conjuntura da juristocracia a que estamos submetidos, movem-se os elementos constitutivos do golpe, destinados a manter o “sistema” e impedir que os processos eleitorais concedam aos cidadão eleitos a possibilidade de alterar o curso totalitário. Este é cada vez mais asfixiante, deixando aos democratas apenas a via da guerra civil.
É possível enumerar todas as alternativas aventadas para desmoralizar as eleições, inculpar ferozmente os adversários, espalhar as mais torpes mentiras promovidas por Lula e seus corifeus. São muitas e não prosperam porque todas destituídas de provas e evidências.
Chama a atenção, todavia, que a vitória da Oposição não será tolerada pelo poder lulista, não só por desapreço completo às regras da Democracia, mas, sobretudo, porque ela pode e deve representar um acerto de contas com os responsáveis pelos maiores escândalos de corrupção que envergonham o país, a substituição das velhas oligarquias e seus assentos nas cadeiras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, os inevitáveis expurgos nas instituições – como o STF – com a finalidade de recuperar a indispensável confiança do povo na sua corte constitucional.
O golpismo é, desse modo, inerente às instituições modeladas ao longo do regime petista. A cada nova circunstância os artífices da vigarice encontram um modo de trapacear. Gilmar Mendes já disse que a vitória de Flávio Bolsonaro é para o grupo de malfeitores do STF “uma questão de vida ou morte”. A velhacaria é o assunto predileto de suas maquinações. Pretendem, antes que se encerre a Legislatura atual, enviar pela goela adentro do velho Congresso Nacional, uma emenda da lavra de Gilmar Mendes que eleve o quorum para dois terços de senadores, a fim de aprovar um possível projeto de impeachement!
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