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47% dizem não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro e 45%, em Lula, aponta Datafolha

Novidade nesta nova rodada dos levantamentos do instituto, Augusto Cury (Avante) registra uma rejeição de 9%

Por FolhaPress
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47% dizem não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro e 45%, em Lula, aponta Datafolha

Foto: Reprodução

Os dois líderes da corrida ao Planalto deste ano seguem à frente também na disputa de rejeição. Segundo o Datafolha, dizem não votar de modo algum em Flávio Bolsonaro (PL) 47% dos eleitores, enquanto 45% afirmam o mesmo sobre Lula (PT).

Novidade nesta nova rodada dos levantamentos do instituto, Augusto Cury (Avante) registra uma rejeição de 9%. Ela é de 16 % para Romeu Zema (Novo), 15% para Renan Santos (Missão) e 13% para Ronaldo Caiado (PSD). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Na sequência, aparecem Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), ambos com 9% de rejeição cada um, --mesmo índice de Cury. Já Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) marcam 8% cada, seguidos por Hertz Dias (PSTU), com 7%, e Wilson Grassi (Democrata), com 6%.

Dizem que não votariam em nenhum candidato ou que rejeitam todos, 1% dos ouvidos. Enquanto 1% afirma que votaria em qualquer um ou que não rejeita nenhum dos nomes. Já os que dizem não saber são 3%.

• LEIA TAMBÉM: Datafolha: Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro, 33% das intenções de voto no 1º turno

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 125 cidades nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03669/2026, foi encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

Há duas semanas, os pesquisadores haviam aferido que a rejeição de Flávio estava em 46% e a de Lula, em 45%, mantendo com algumas variações o que se viu desde que ex-presidente Jair Bolsonaro sacou, da cadeia, o filho como seu candidato para o pleito deste ano.

Cury, na ocasião, era descartado por 8% dos eleitores, mas também era pouco conhecido. Uma estratégia de divulgação de seu nome nas redes fez saltar o seu número de seguidores no Instagram em 2,5 milhões de pessoas, e ele tem escassos 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito.

Sua campanha nega que o impulsionamento por meio de influenciadores tenha sido algo pago ou com emprego de robôs, como suspeitam seus adversários.

Dos principais candidatos, estavam empatados tecnicamente na rodada anterior os ex-governadores Romeu Zema (16%) e Ronaldo Caiado (14%), além do nome do Missão, Renan Santos (14%).

O cenário cristaliza a noção de que este é um pleito de rejeições e deixa margem estreita na disputa pelos votos indecisos entre Lula e Flávio, além de levantar dúvidas sobre o espaço de crescimento de Cury e de outros candidatos.

De forma geral, marqueteiros veem uma taxa de rejeição acima de 40% como fatal para candidatos. O risco aumenta quando ela se combina com intenção de voto pouco robusta, sobretudo em segundos turnos contra candidatos menos rejeitados.

Caso Lula e Flávio passem à segunda etapa, como ocorreu entre o petista e o antecessor em 2022, o virtual empate na rejeição dos dois cria um cenário à parte e obriga a busca pelo eleitor pendular.
 

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