48% rejeitam Lula e Flávio Bolsonaro, mostra Datafolha
Há duas semanas, os índices eram 46% a 43% com Lula e Flávio, respectivamente

Foto: Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL
IGOR GIELOW
A três dias do segundo turno, a rejeição dos candidatos a presidente se mantém em nível alto, aponta nova pesquisa do Datafolha. Dizem não votar de jeito nenhum em Lula (PT) 48%, enquanto 48% dizem isso sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Há duas semanas, os índices eram 46% a 43%, respectivamente. O presidente seguiu com a mesma taxa na rodada seguinte, e o senador havia oscilado para 44%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento.
Ao longo de todo o primeiro turno foi assim, com os rivais alternando posições eventualmente. O acirramento da polarização que ganhou ares de definitiva no pleito de 2018, vencido pelo pai de Flávio, o então deputado Jair Bolsonaro, se cristalizou.
Com efeito, não houve espaço para rivais, com todos somando 7,81% dos votos válidos na primeira rodada. O candidato que ficou em terceiro lugar, Augusto Cury (Avante), somou 2,89% dos válidos -ele, a exemplo de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), declararam voto no senador agora.
Neste segundo turno, a agressividade de lado a lado escalou na propaganda eleitoral gratuita, coalhada de inserções de ataques mútuos, e atingiu o ápice no primeiro debate de TV entre Lula e Flávio, realizado no domingo (18) na Band.
O evento foi criticado por observadores como excessivamente agressivo, pautado pela insistência de Flávio de não responder a questões e acossar fisicamente Lula no palco, a exemplo do que fizera em 2016 o americano Donald Trump ao debater com a democrata Hillary Clinton, a quem derrotou.
A troca de acusações e a falta de discussão de propostas apela à manutenção desses números de rejeição, mas parece de difícil atratividade aos poucos eleitores indecisos ou pendulares -que tendem, segundo analistas políticos, a se afastar daquele que for mais agressivo.
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de terça (20) a quinta (22), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026. O nível de confiança é de 95%.


