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“A vida floresce no abraço”: vídeo de Telma Abrahão viraliza ao explicar, com ciência e narrativa, por que o afeto é vital desde o nascimento!

Neurocientista ultrapassa 1 milhão de views ao desmistificar que “colo estraga” e na verdade é essencial para o desenvolvimento emocional

Por Michel Telles
Às

“A vida floresce no abraço”: vídeo de Telma Abrahão viraliza ao explicar, com ciência e narrativa, por que o afeto é vital desde o nascimento!

Foto: Divulgação

A neurocientista Telma Abrahão, especialista em desenvolvimento infantil e escritora best-seller, voltou a mobilizar as redes sociais ao trazer à tona uma discussão fundamental, e ainda cercada de mitos, sobre o desenvolvimento humano: a falsa ideia de que “colo estraga”. Em um vídeo que ultrapassou 1 milhão de visualizações em menos de 24 horas, a especialista resgata evidências científicas que mostram que o afeto e o contato físico não apenas não prejudicam, como são essenciais para a organização do cérebro e a saúde emocional desde os primeiros meses de vida.

No conteúdo que viralizou, Telma revisita um dos experimentos mais emblemáticos da história da psicologia: o estudo conduzido em 1958 pelo psicólogo Harry Harlow, que mudou para sempre a forma como a ciência compreende o vínculo entre bebês e cuidadores.

“Durante muito tempo, a ciência acreditou que o bebê só amava a mãe porque ela o alimentava. Era uma visão fria, puramente fisiológica. Harlow mostrou que essa lógica estava errada”, explica Telma.

No experimento, filhotes de macacos rhesus podiam escolher entre duas “mães” artificiais: uma feita de arame, que oferecia leite, e outra de pano, macia e acolhedora, mas sem alimento. O resultado contrariou todas as expectativas da época.

“Os filhotes iam até a mãe de arame apenas o tempo necessário para não morrer de fome. Depois, passavam cerca de 18 horas por dia agarrados à mãe de pano. E, quando sentiam medo, não buscavam quem dava o leite, mas quem oferecia conforto. Isso provou que o cérebro dos mamíferos prioriza a segurança emocional antes mesmo da nutrição”, afirma a neurocientista.

Segundo Telma Abrahão, essa evidência é fundamental para compreender o desenvolvimento humano, já que os bebês humanos nascem ainda mais imaturos do que os filhotes estudados por Harlow. “Para um bebê, o colo não é mimo, não é vício. O colo é um regulador externo do sistema nervoso. É o toque que organiza o cérebro, reduz o cortisol e ativa os circuitos de segurança necessários para um desenvolvimento saudável”, explica.

A especialista destaca que frases comuns como “colo demais estraga” ou “vai acostumar mal” não encontram respaldo na biologia. “Quando alguém diz isso, não está apenas repetindo um mito cultural. Está ignorando a nossa biologia mais profunda. O bebê não chora só de fome de leite. Ele chora de fome de pele, de contato, de vínculo”.

No vídeo, Telma amplia a reflexão para a vida adulta, conectando ciência, emoção e comportamento contemporâneo. “Existe muita gente adulta com comida na mesa, sucesso na carreira, mas vivendo com o sistema nervoso em alerta máximo porque nunca sentiu que existia um lugar seguro para pousar. Às vezes tentamos preencher com ‘leite’ – trabalho, consumo, desempenho – uma falta que só o acolhimento e a conexão real podem curar”, afirma.

A narrativa sensível, aliada à base científica, é justamente o diferencial do novo formato adotado pela neurocientista nas redes. “A sobrevivência começa no estômago, mas a vida só floresce no abraço. A biologia mostra que fomos feitos para o vínculo, em qualquer idade”, conclui Telma, convidando o público à reflexão: “E se hoje você fosse o colo de alguém? Ou finalmente admitisse que também precisa de um?”.

Com linguagem acessível, dados científicos e forte apelo emocional, os vídeos de Telma Abrahão vêm ampliando o debate sobre desenvolvimento infantil, saúde emocional e vínculos afetivos, e transformando a ciência em conteúdo de alto alcance nas redes sociais.

Confira: https://www.instagram.com/p/DTh_sFdjsfH/

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