Abrasel critica proibição de bebidas destiladas após casos de intoxicação no interior da Bahia
Entidade afirma que medida penaliza bares e restaurantes regulares e não ataca a origem da adulteração

Foto: Reprodução/Freepik
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticou, no sábado (3), a decisão dos municípios de Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo, no nordeste da Bahia, de proibir a venda de bebidas destiladas como vodca, uísque e cachaça após casos de intoxicação por metanol.
A medida foi adotada depois que sete pessoas foram intoxicadas ao consumir bebidas contaminadas. Pelo menos duas vítimas precisaram ser transferidas para Salvador, segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Ainda neste sábado, o governo do estado confirmou a primeira morte relacionada à ingestão do produto químico.
Em nota, a Abrasel afirmou que bares e restaurantes legalmente estabelecidos não são responsáveis pela adulteração de bebidas e que esse tipo de prática ocorre antes, nas etapas de produção ou distribuição. “A medida penaliza empresários que atuam de forma regular, compram de fornecedores fiscalizados e mantêm histórico sem ocorrências”, informou a entidade.
A associação também alertou para possíveis efeitos colaterais do decreto, como o estímulo ao consumo no mercado informal, onde não há controle sanitário. Segundo a Abrasel, a restrição pode impactar diretamente os trabalhadores do setor, com risco de atraso ou impossibilidade no pagamento de salários.
Por fim, a entidade defendeu que o poder público concentre esforços no combate a fábricas clandestinas e distribuidoras irregulares, com fiscalização contínua e estruturada. “Os casos registrados em Ribeira do Pombal não têm relação com consumo em bares e restaurantes, e a generalização transmite uma mensagem equivocada à população e aos visitantes”, concluiu a Abrasel.


