Campanha de Jaques Wagner derruba site que exibia mensagens de Daniel Vorcaro
A liminar foi concedida no último sábado (19) e o site saiu do ar nessa segunda-feira (21)

Foto: Alessandro Dantas
A campanha de reeleição ao Senado de Jaques Wagner (PT) pela Bahia obteve uma liminar da Justiça Eleitoral para retirar do ar o site MasterWhats, que reuniu mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a outras figuras públicas.
A liminar foi concedida no último sábado (19) e o site saiu do ar nessa segunda-feira (21). A ação foi protocolada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, formada por PDT, MDB, PSB, PSD e Avante, além da Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV.
Segundo a BBC News Brasil, a coligação alegou que o MasterWhats divulgava conversas falsas e associava Wagner a Vorcaro. A ação afirmava que o site apresentava uma conversa entre os dois, mas o arquivo alimentava um diálogo de Wagner ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um contexto que não tem relação com as apurações envolvendo o Master.
O bloqueio foi executado pelo NIC.br, entidade responsável pela administração do Registro.br, sistema utilizado para o registro de domínios brasileiros com a extensão “.br”.
A BBC também informou ter reconstruído uma versão do MasterWhats a partir do código ainda disponível em uma conta dos desenvolvedores no GitHub, com o objetivo de verificar as mensagens que estavam disponíveis na plataforma.
As mensagens atribuídas a Lula e Wagner exibidas no site continham trechos semelhantes aos que foram divulgados pela imprensa em 2016, quando o então juiz federal Sergio Moro retirou o sigilo de interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Naquele caso, os diálogos tiveram origem em ligações telefônicas, e não em conversas de WhatsApp.
Em nota à BBC News Brasil, o NIC.br informou que havia sido intimado pela Justiça e que estava cumprindo a determinação judicial.
Já a defesa de Jaques Wagner afirmou que ingressou com a ação porque o site apresentava conversas que, segundo os advogados, nunca existiram.


