Adolescentes são alvos de investigação da Polícia Civil sobre morte de cão comunitário em Santa Catarina
Cão Orelha foi encontrado gravemente ferido e agonizando; cachorro tinha cerca de 10 anos e era um dos mascotes da região da Praia Brava

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) cumpre, na manhã desta segunda-feira (26), três mandados de busca e apreensão em endereços de investigados por maus-tratos e coação no processo sobre a morte do cão comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, agredido na Praia Brava, em Florianópolis.
O cachorro, que estava desaparecido, foi encontrado dias depois, por uma pessoa que cuidava dele, caído e agonizando. Orelha chegou a ser levado para uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, os médicos veterinários decidiram pela eutanásia.
Durante as investigações, a PC identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões contra o cão comunitário. A corporação ainda investiga a informação de que um policial civil, pai de um dos suspeitos, teria coagido uma testemunha.
Mardjoli Valcareggi, delegada responsável pela investigação, afirmou que a denúncia é analisada, mas negou qualquer envolvimento de um policial no crime.
Além das investigações, moradores, protetores independentes, Organizações Não Governamentais (ONGs) e institutos ligados à causa animal se manifestaram a favor da justiça. No sábado (17), moradores da Praia Brava realizaram uma mobilização pública, enquanto no sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas na região.
O movimento também repercutiu nas redes sociais, com imagens de moradores e protetores segurando placas com a hashtag #JustiçaPorOrelha em frente aos seus cães. No domingo (25), as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui publicaram vídeos nas redes sociais lamentando a morte do cachorro e cobrando providências das autoridades.


