Advogada apontada como chefe de facção na Bahia tem registro da OAB suspenso
Conhecida como "Rainha do Sul", Poliane Gomes foi presa em novembro de 2025

Foto: Reprodução
Poliane França Gomes, advogada apontada como chefe e advogada de facção criminosa na Bahia, teve o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Conhecida como "Rainha do Sul", Poliane é considerada um dos nomes mais perigosos do tráfico no nordeste. Ela e outras 13 pessoas foram presas em novembro de 2025, após uma operação.
Já em janeiro de 2026, a Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu que o Ministério Público da Bahia (MPBA) recomendasse que a advogada e os outros detidos na operação permanecessem presos. O órgão aderiu ao pedido e enviou uma denúncia à Justiça.
Segundo investigações, Poliane tinha envolvimento amoroso com o chefe da organização, Leandro de Conceição Santos, conhecido como "Shantaram". Ele está detido desde 2013 no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, a cerca de 190km de Salvador.
Um colar de apreendido com Poliane tem as iniciais "RS" cravejadas em diamantes e outro, tem o apelido "Querido" em ouro, nome atribuído a chefe da facção criminosa Bonde do Maluco.
Outro colar também foi encontrado, com a imagem de um leão e com a frase "muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha", escrita.
Os colares foram apreendidos por policiais durante cumprimento de mandado de prisão contra a advogada.
Ainda na casa de Poliane, foram encontrados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro.
Na mesma operação, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Na Bahia, os alvos da operação eram responsáveis pela contabilidade do tráfico, gerentes territoriais de Salvador, região metropolitana e outras cidades do estado, além de operadores encarregados do transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.
Também foram apreendidos R$ 1 milhão em joias de ouro e foi autorizado pela Justiça o bloqueio de R$ 100 milhões em contas bancárias.


