AGU deve contestar decisão de afastamento de dirigentes da PF
Órgão deve sustentar que decisão de André Mendonça interfere na prerrogativa do presidente da República de nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal

Foto: Andressa Anholete/Tânia rego
A Advocacia-Geral da União (AGU) deve preparar uma reação à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A informação é do blog da Andréia Sadi, publicado nesta terça-feira (8).
Segundo interlocutores do blog, a AGU deverá argumentar que a decisão interfere em uma atribuição privativa da Presidência da República, responsável pela nomeação e exoneração do chefe da Polícia Federal.
Além dos afastamentos, Mendonça determinou a abertura imediata de investigações nas esferas criminal e administrativo-disciplinar para apurar a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades.Também foi suspensa a elaboração e a circulação de documentos destinados a analisar a atuação de magistrados, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária.
O ministro pediu ainda a realização de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do Supremo para levar sua decisão à análise dos demais integrantes do colegiado. Após a determinação, a Segunda Turma formou maioria pela manutenção dos afastamentos. O julgamento, porém, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.


