Ala pró-Lula retoma o comando do Pros após decisão de Lewandowski

Retorno de Eurípedes Júnior pode confirmar apoio da legenda ao petista e saída de Pablo Marçal da disputa à presidência

[Ala pró-Lula retoma o comando do Pros após decisão de Lewandowski]

FOTO: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta sexta-feira (5), o retorno de Eurípedes Júnior à presidência do Pros. Esta é a terceira vez nesta semana que o comando do partido muda de mãos, e ainda cabe recurso.

Entrando no cenário do entrave entre lançar o coach Pablo Marçal (Pros) à Presidência ou apoiar a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Eurípedes Júnior, que endossa a aliança com o PT, tem revezado na Justiça o comando com Marcus Holanda (Pros), entusiasta de Marçal. O coach, por sua vez, diz que sairá candidato com um ou com outro.

A decisão proferida acontece dois dias depois do ministro Antonio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspender uma decisão do vice-presidente da Corte que restabelecia Eurípedes como presidente nacional da sigla.

De acordo com o ministro Jorge Mussi,  não há provas suficientes para afastar o político do cargo, enquanto Carlos Ferreira defende que, havendo ainda análise de recurso pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, não cabe ainda à Corte decidir sobre o tema, o que gerou o empasse no STJ e o retorno momentâneo de Marcus de Holanda ao comando do Pros.

O despacho desta sexta, Ricardo Lewandoswki concordou que a decisão do TJDFT, “teria influenciado em temas estritamente relacionados às eleições gerais de 2022, a exemplo da escolha dos candidatos, da formação de coligações e da distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas”.

O retorno de Eurípedes é favorável a ala pró-Lula do Pros, que defende a retirada da candidatura de Pablo Marçal (Pros) à presidência da República em apoio ao nome do  ex-presidente Luiz Inácio Lula do Silva. 

Hoje é o último dia do calendário do TSE para que os partidos realizem suas convenções. Não está claro se o Pros poderá anular a última decisão e realizar uma nova, mas o vaivém é acompanhado de perto pelo PT, que anseia mais um apoio partidário.

Na tarde de ontem (4), o PT recebeu o apoio oficial do deputado André Janones (AV-MG), então presidenciável, do Avante e do Agir. Com isso, a coligação pró-Lula tem nove partidos — a maior da eleição deste ano e de todas as disputas do PT desde a redemocratização.


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