Alcolumbre inicia articulações para ser reeleito na presidência do Senado sob governo de Lula ou Flávio Bolsonaro
A movimentação se intensificou após declarações de Valdemar Costa Neto, de que o PL lançará candidatura ao pleito

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), já iniciou as articulações para ser reeleito na presidência da Casa em 2027, independente se o governo ser do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A movimentação se intensificou após declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de que o partido lançará Rogério Marinho (PL) como candidato ao pleito.
O PL elegeu 19 novos senadores nas eleições deste ano e terá uma bancada composta por 29 cadeiras no Senado Federal.
A disputa com Marinho teve início na última quinta-feira (15) no plenário do Senado quando os dois discutiram após Alcolumbre retirar a PEC da Segurança da pauta de análise dos parlamentares.
“A retirada de pauta se deveu ao pedido do governo?”, questionou Marinho .
“Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da Presidência do Senado Federal”, respondeu Alcolumbre.
“Mas eu pergunto à vossa excelência: baseada em quê? Porque há uma expectativa da população”, insistiu Marinho.
"Baseado na decisão da presidência do Senado Federal", rebateu Alcolumbre.
A principal estratégia do presidente do Senado é dividir os votos no próprio PL. Alguns dos senadores da bancada bolsonarista fazem parte do grupo político de Alcolumbre, a exemplo do senador Eduardo Gomes (PL), vice-presidente do Senado.
Aliados acreditam que Gomes deve ser escolhido como relator do Orçamento de 2027, que ainda não começou a ser discutido pelo Congresso Nacional.
A relatoria do Orçamento do ano que vem ficaria com um senador do MDB por um acordo político já definido, mas a escolha de Gomes é uma sinalização aos senadores do PL.
Alcolumbre tem afirmado a interlocutores que o PL tem legitimidade para lançar Marinho ou outro nome na disputa, mas ressalta que a legenda foi derrotada na eleição anterior, quando enfrentou o grupo do atual presidente do Senado na escolha para o comando da Casa.
Em 2023, Marinho disputou a presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco e perdeu por 49 votos a 32. Com isso, o PL passou dois anos sem comandar comissões na Casa e sem representação na Mesa Diretora. Em 2025, para evitar um cenário semelhante, o partido apoiou a candidatura de Davi Alcolumbre.
Aliados de Alcolumbre estimam que ele conta com pelo menos os mesmos 49 votos obtidos por Pacheco em 2023. Outros interlocutores, porém, projetam uma disputa mais apertada, com 44 votos para o atual presidente.
Diante do crescimento do PL, lideranças de outras siglas também têm articulado uma união dos partidos em torno do nome de Alcolumbre.


