Leo Prates bate boca com chefe do cabinete de Bruno Reis por causa da escala 6x1
Deputado federal questionou se crítica à proposta representava a posição da vice-prefeita de Salvador

Foto: Divulgação
Uma discussão em um grupo de WhatsApp colocou o deputado federal baiano Leo Prates (Republicanos) e Francisco Elde, chefe de gabinete do prefeito Bruno Reis (União Brasil), em lados opostos no debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1. O bate-boca começou após o assessor, ligado à vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União Brasil), questionar os efeitos da proposta para empresas e trabalhadores.
A troca de mensagens ocorreu após uma notícia sobre a declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que o governo estudava oferecer crédito para ajudar empresas diante dos impactos da proposta que prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.
Deputado questiona posição de Ana Paula Matos
Ao comentar o assunto, Francisco Elde criticou a discussão sobre a mudança na jornada de trabalho e questionou quem assumiria os custos da medida.
“Não demorou muito pra já vir a confissão do que muitos dizem há muito tempo. Escala 6x1 serviu de palanque eleitoral, mas vamos ver quem vai botar comida no prato dos trabalhadores”, escreveu o chefe de gabinete.
A manifestação provocou uma resposta de Leo Prates, que questionou se a crítica representava o posicionamento oficial da vice-prefeita de Salvador.
“Boa tarde! Só uma pergunta: Essa é a posição oficial da vice-prefeita Ana Paula Matos? Já que você é muito ligado”, escreveu o parlamentar.
Na sequência, Prates argumentou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 já previa estímulos econômicos para empresas de pequeno porte.
“Se você ler a PEC do fim da escala 6 por 1, já previa por mim o estímulo econômico até [para] empresa de pequeno porte, o que condiz um faturamento de até 4,8 milhões por ano”, afirmou.
Leo Prates compara proposta com reformas
O deputado também contestou o ritmo de tramitação da proposta e comparou o processo com o das reformas trabalhista e da Previdência.
“A reforma da previdência e a trabalhista tramitaram em mais celeridade e com menos tempo que a PEC do fim da 6 por 1. Pra tirar direito do trabalhador pode!?”, questionou.
Prates ainda mencionou o deputado federal Paulo Azi (União Brasil), que atuou como relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
“Só lembrando que na CCJ da Câmara o relator foi o deputado Paulo Azi”, acrescentou.
Assessor rebate cobrança e nega falar por vice-prefeita
Francisco Elde respondeu à cobrança de Prates e afirmou que suas declarações expressavam uma opinião pessoal, sem representar necessariamente o posicionamento de Ana Paula Matos.
“Boa tarde, deputado! Talvez o senhor não prestou atenção, mas o nome que tá aí na mensagem é o meu. Eu tenho opinião, viu?”, rebateu.
Em seguida, reforçou que não falava em nome de outras pessoas no grupo de WhatsApp.
“Não sou porta-voz de ninguém. Aqui eu sempre escrevo o que eu acredito e penso”, acrescentou.
Deputado encerra discussão com nova alfinetada
Na última resposta, Leo Prates afirmou que havia entendido o posicionamento do assessor, mas aproveitou para fazer uma crítica à comunicação com Elde no exercício de suas funções.
“Fique em paz! Anotado! Gostaria que tivesse a mesma rapidez pra responder suas funções ao telefone, mas fique em paz. Obrigado. Tá entendido”, escreveu o deputado, encerrando a troca de mensagens.


