Alden é apontado como ‘laranja’ de Valdemar Costa Neto em esquema de desvio de emendas
Até o momento, o deputado federal baiano não se pronunciou sobre o caso

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O deputado federal baiano Capitão Alden (PL) aparece entre os parlamentares citados pela Polícia Federal (PF) na investigação que apura um suposto esquema de desvio de R$ 119,2 milhões em emendas parlamentares que teria sido comandado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
De acordo com a apuração, Alden foi o solicitante formal de uma emenda de R$ 2,4 milhões destinada ao município de Itaguaçu da Bahia. A PF sustenta, porém, que o verdadeiro responsável pela indicação dos recursos era Valdemar, mesmo sem exercer mandato parlamentar.
Além de Alden, também são citados no esquema o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Luiz Carlos Motta (SP). Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, os três aparecem como autores das emendas nos registros oficiais, embora a investigação aponte que os recursos eram controlados pelo presidente do partido.
Ao todo, são investigadas 21 emendas parlamentares, que somam R$ 119,2 milhões.
Bloqueio de bens
Na decisão que determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver indícios de que o dirigente atuava no redirecionamento de recursos públicos mesmo sem ocupar cargo no Congresso Nacional.
Segundo a Polícia Federal, documentos, planilhas e mensagens apreendidos durante a investigação indicam que Valdemar era o verdadeiro padrinho político das emendas. A corporação também apura se servidores da Câmara dos Deputados foram utilizados para operacionalizar o esquema.
O que diz Capitão Alden?
Até o momento, Capitão Alden não se manifestou sobre a citação de seu nome na investigação. O espaço permanece aberto para o posicionamento.
Defesa de Valdemar nega irregularidades
Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto afirmou que a decisão do STF se baseia em "premissas frágeis" e representa uma "criminalização da atividade político-partidária".
Os advogados sustentam que o presidente do PL "nega categoricamente a prática de qualquer crime" e afirmam que não há provas de que ele tenha participado conscientemente de qualquer esquema de desvio de recursos públicos.


