Alden pede expulsão de Jonga Bacelar do PL após apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues
Deputado também pediu o cancelamento da candidatura do colega nas eleições de 2026

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) pediu nesta quarta-feira (26) a expulsão do também deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), conhecido como Jonga Bacelar, do partido após o parlamentar declarar apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Alden protocolou uma representação ético disciplinar nas executivas estadual e nacional do PL. Além da expulsão, o deputado pede o cancelamento da candidatura de Bacelar à reeleição e a devolução de eventuais recursos recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
“Protocolamos oficialmente uma representação ético disciplinar na Executiva estadual e na Executiva Nacional do PL. Estamos exigindo a expulsão de João Bacelar do partido”, afirmou Alden.
A reação ocorreu após Bacelar participar, no sábado (22), de um ato de campanha de Jerônimo em Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O deputado dividiu o palanque com o governador e apareceu usando um adesivo com o número 13, do PT.
O posicionamento gerou reação dentro do PL, que apoia a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia e está no campo de oposição a Jerônimo.
Presidente do PL critica apoio de Bacelar
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que pretende conversar com Jonga Bacelar sobre o episódio, mas lembrou que o partido tem uma regra que impede filiados de apoiar candidatos de esquerda.
“Tem que estudar isso aí para ver o que o João vai falar. Nós temos que ouvir o Jonga porque a saída é se retratar, não tem outro jeito. Precisa ver se o Conselho de Ética aceita a retratação”, disse em entrevista à Rádio Morena 98,7 FM, de Itabuna.
O que Bacelar diz
Após a repercussão do episódio, Bacelar divulgou uma nota na qual reafirmou ter “compromisso inabalável” com o PL.
O deputado declarou apoio ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, ao candidato ao Senado João Roma e ao candidato ao governo da Bahia ACM Neto.
Bacelar também afirmou considerar o episódio “devidamente esclarecido e encerrado”.


