Alexandre de Moraes mantém prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Ex-presidente cumpre pena de mais de 27 anos de prisão

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira (3) a prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Condenado por tentativa de golpe de Estado, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em casa desde março por razões de saúde.
O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (2). Nas últimas semanas, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e solicitou a prorrogação da domiciliar.
No mesmo período, uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que colocou em xeque a possibilidade de continuidade do benefício.
Bolsonaro abriu mão da arma
A decisão de Moraes foi tomada após a defesa de Bolsonaro apresentar novos argumentos para afastar a hipótese de "falta grave" relacionada à arma apreendida durante uma blitz em Brasília.
Na manifestação enviada ao Supremo na noite de quinta-feira, 2, os advogados informaram que Bolsonaro abre mão da pistola que, conforme destacou a defesa, estava regularmente registrada.
A defesa também cita o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), favorável à manutenção da prisão domiciliar, para sustentar que o ex-presidente não cometeu nenhuma irregularidade ao manter a arma em casa.


