Alexandre de Moraes operou nos bastidores pela rejeição de Messias no Senado, diz coluna
Messias foi derrotado após 42 senadores se manifestarem contra a aprovação dele para o STF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria operado nos bastidores pela rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, pela vaga na Suprema Corte.
Segundo relatos obtidos pela coluna Malu Gaspar, do jornal O Globo, Moraes se engajou para reforçar os pedidos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos) na campanha pelos votos "não" a Messias.
Conforme a publicação, o ministro não teria aceitado a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB) no lugar de Jorge Messias.
“Alcolumbre não faz nada sem o apoio do Moraes. Mas o Moraes e Flávio Dino [desafeto antigo de Messias] acham que cada luta é uma luta, que uma coisa [a derrota de Messias] não interfere na outra [o avanço dos pedidos de impeachment]”, diz um integrante do STF ouvido em caráter reservado.
Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes também impediu que o ministro André Mendonça ganhasse um aliado no plenário. Mendonça foi fundamental na campanha de Messias e chegou a procurar parlamentares do campo conservador para tentar reduzir a resistência ao chefe da AGU. Os dois são evangélicos, Messias é da Igreja Batista, enquanto Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana.
Messias foi derrotado pelo Senado após 42 senadores se manifestarem contra a aprovação dele para o STF. Outros 34 parlamentares votaram a favor do indicado de Lula. Eram necessários pelo menos 41 votos favoráveis.


