Aliados de Flávio Bolsonaro atuavam para que senador reconhecesse derrota para Lula
Políticos se dividiram entre discursos de perseguição política e defesa de pacificação do Brasil

Foto: Reprodução
Os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) têm se dividido entre discursos de perseguição política e defesa de pacificação do Brasil após a divulgação de que o candidato derrotado na eleição presidencial fugiu para os Estados Unidos após a reeleição do adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um dos interlocutores que atuavam para convencer Flávio a reconhecer o resultado das urnas é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No domingo (25), ele acompanhou a apuração ao lado do senador, em Brasília, mas manteve silêncio, enquanto Flávio previa pedir a anulação do pleito em função da prorrogação do tempo de votação.
Em vídeo publicado, Tarcísio afirma por seis vezes que "a eleição passou" e agradece ao aliado pela "caminhada" e pelos quase 60 milhões de votos.
"A eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com nomes técnicos e sérios, de um país que não gaste mais com os juros da dívida do que com saneamento básico, saúde e educação, que corte privilégios antes de pedir sacrifícios e que combata o crime de verdade, não só no discurso. Esse desejo tem nome: chama-se projeto de país", disse o governador na gravação.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, também adotou um tom semelhante ao destacar que "é preciso aprender a ganhar e a perder", em entrevista ao colunista do GLOBO, Bernardo Mello Franco.
O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, também reconheceu a derrota de Flávio e destacou que “reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.
O vice na chapa presidencial do PL, o senador Alfredo Gaspar também reconheceu a derrota e agradeceu os votos recebidos. "Nossas bandeiras continuam e nós não vamos desistir do Brasil. Nós lutamos até o fim, permanecemos de pé, mantivemos nossos princípios. Têm vitórias que representam derrotas e têm derrotas que são verdadeiras vitórias", disse Gaspar.
Gaspar também publicou uma nota em que dizia prestar "solidariedade" a Flávio e sua família “diante da perseguição implacável”.
O senador, por outro lado, também foi defendido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL) e por Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná. “Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição?", questionou em um post no X.
O ex-juiz da Lava-Jato afirmou que “nesse contexto, Flávio deixar o país é compreensível”.
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