Amigo de Flávio Bolsonaro aciona Justiça para tirar vídeos de Richarlison sobre ilha do ar
Willer Tomaz acusa o atacante de divulgar informações falsas sobre a disputa por uma mansão

Foto: Reprodução/Redes Sociais | Divulgação/ Tottenham
O advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), acionou a Justiça para pedir a remoção de vídeos publicados pelo atacante Richarlison sobre a disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.
Na ação, Tomaz afirma que o jogador divulga informações falsas sobre o caso e argumenta que as publicações ganharam repercussão por envolverem o nome de um candidato à Presidência em período eleitoral.
A iniciativa judicial ocorre após uma troca de acusações públicas entre os dois sobre a propriedade do imóvel, avaliado em cerca de R$ 10 milhões.
Entenda a disputa pelo imóvel
Richarlison afirma que comprou a propriedade em 2020, indenizou antigos ocupantes e investiu em reformas, mas acabou perdendo a posse para uma empresa ligada ao advogado.
Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante acusou Willer Tomaz de ter se apropriado do imóvel de forma irregular e envolveu Flávio Bolsonaro nas acusações.
“Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha”, disse o jogador.
Tomaz rebateu as acusações nesta semana. Em vídeo, afirmou que costuma responder a questionamentos nos autos dos processos, mas decidiu se manifestar publicamente diante das declarações feitas pelo atleta nas redes sociais.
O advogado também divulgou documentos e desafiou Richarlison a apresentar, em 72 horas, um comprovante anterior a julho de 2022 que vinculasse o jogador ao imóvel.
Richarlison apresenta documentos
Após o desafio, Richarlison publicou um novo vídeo nesta quarta-feira (21) e afirmou ter provas da compra da propriedade. Segundo ele, os cerca de R$ 10 milhões investidos incluem pagamentos a antigos moradores, formalizados em cartório, além de gastos com obras e medidas contra invasões.
“Indenizamos todos os antigos moradores, com acordo em cartório, e a Justiça do Rio de Janeiro validou a nossa posse. Fizemos tudo dentro da lei”, disse.
O atacante também afirmou que o pedido de regularização do imóvel ficou parado no governo federal. Nesse período, segundo ele, o advogado teria reativado uma empresa que estava inapta desde 2018 e tinha sócios falecidos para obter a posse da propriedade.
Richarlison ainda acusou Tomaz de ter enganado uma viúva de 78 anos durante o processo. O jogador sustenta que o governo acabou transferindo o patrimônio para a empresa ligada ao advogado e afirma que pretende recuperar o imóvel.
O que diz Willer Tomaz
Em nota, a defesa de Willer Tomaz afirmou que a ação judicial não busca impedir Richarlison de se manifestar, mas responsabilizá-lo por declarações que considera falsas.
Segundo o advogado, o jogador teria feito pagamentos a ocupantes do imóvel, e não à proprietária legal da propriedade.
A defesa também afirma que a empresa Sport 70, ligada ao atacante, perdeu a disputa judicial em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com decisões definitivas.


