Anabolizantes, insulina e fama: o que se sabe sobre a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado morto aos 22 anos; assista
O atleta e influenciador compartilhava informações sobre ergogênicos, anabolizantes e a rotina de treinos para competição

Foto: Reprodução/ Youtube/ Ganley
A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, encontrado morto na cozinha de casa no sábado (23), acendeu intensos debates sobre o abuso de substâncias anabolizantes no mundo do fisiculturismo. O próprio Ganley compartilhava nas redes sociais e em seu canal do YouTube a rotina de treinos e informações sobre o uso de ergogênicos, anabolizantes para acelerar o crescimento de massa muscular e também, diminuir o percentual de gordura. Somente no Instagram, antes de sua morte, Gabriel tinha pouco mais de um milhão de seguidores.
Em publicações recentes nas redes sociais, Ganley disse ter "sensibilidade à insulina" e tomar medicações para controlar o "açúcar no sangue". "Eu tenho um batalhão de manipulados que tomo porque, principalmente o cara que tá tomando 'bomba', irmão, ele tem se cuidar redobrado", explicou em uma postagem recente.
A morte de Grabriel Ganley está sendo investigada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo como "morte suspeita - morte súbita", mas de acordo com a coluna Músculo da Folha de S. Paulo, uma das suspeitas mais fortes para a causa da morte seria a hipoglicemia provocada pelo uso inadequado de insulina para ganho de massa muscular.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas responsável por regular os níveis de glicose no sangue e permitir que o açúcar seja utilizado pelas células como fonte de energia. Além do controle glicêmico, ela também atua no armazenamento de nutrientes e na recuperação muscular, sendo indispensável para o funcionamento do organismo. Pessoas com Diabetes Tipo 1, por exemplo, dependem da aplicação de insulina para sobreviver, já que o corpo deixa de produzir o hormônio adequadamente.
Nos últimos anos, a insulina passou a ser utilizada de forma não médica por alguns fisiculturistas devido ao seu potencial anabólico, já que o hormônio favorece a entrada de glicose e nutrientes nas células musculares, podendo acelerar o ganho de massa e a recuperação pós-treino. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos do uso indiscriminado da substância, que pode provocar quadros graves de hipoglicemia, levando a desmaios, convulsões, coma e até morte. O uso sem acompanhamento médico é considerado uma prática de alto risco.
Apesar das especulações, não há informações oficiais ou laudo divulgado que confirmem a causa mortis de Gabriel Ganley.
Gabriel ganhou destaque em competições de fisiculturismo natural, modalidade em que os atletas não podem recorrer ao uso de substâncias para potencializar o desempenho físico, como os esteroides anabolizantes. Apesar disso, no ano passado, o fisiculturista afirmou publicamente que havia iniciado o uso desse tipo de recurso hormonal.
O atleta era uma das presenças mais esperadas do Musclecontest Brasil, realizado em julho, em Curitiba (PR). Em entrevista recente ao ge, Gabriel afirmou que tinha como objetivo disputar o Mr. Olympia, considerado o campeonato mais prestigiado do fisiculturismo mundial.
Nas redes sociais, internautas passaram a relacionar vídeos publicados pelo atleta a possíveis efeitos adversos provocados pelo uso de insulina.
Em um dos registros que circulam online, publicado recentemente nos Stories do Instagram, Gabriel relata ter enfrentado episódios de “confusão mental intensa” e “sudorese” após consumir o hormônio. Apesar do mal-estar, ele afirmou ter acordado no dia seguinte com um físico que classificou como “impressionante”.
Assista:


