Anvisa aprova medicamento para evitar sangramentos em hemofílicos
Mais de 14 mil pessoas vivem com hemofilia no Brasil, sendo 11.863 hemofilia A e 2.339 hemofilia B

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do QFITLIA® (fitusirana sódica), novo medicamento voltado para o tratamento de hemofilia no Brasil. Indicado para pacientes a partir de 12 anos, o remédio da empresa Sanofi Medley poderá ser utilizado para prevenir ou reduzir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou B, com ou sem inibidores dos fatores de coagulação VIII ou IX.
Segundo dados do Perfil de Coagulopatias, publicado pelo Ministério da Saúde em 2024, o Brasil possui 14.202 pacientes diagnosticados com hemofilia, sendo 11.863 hemofilia A e 2.339 hemofilia B.
De acordo com a Anvisa, o QFITLIA teve prioridade na análise porque a hemofilia é considerada uma doença rara. Devido à ligação com o cromossomo X, a hemofilia se manifesta quase exclusivamente em homens.
Hemofilia
A hemofilia ocorre pela deficiência de proteínas essenciais no sangue, conhecidas como fatores de coagulação: enquanto o tipo A (falta do fator VIII) é o mais comum, o tipo B (falta do fator IX) é mais raro. Sem a produção adequada de trombina, enzima fundamental para a cicatrização de feridas, o organismo encontra dificuldade para formar coágulos eficazes, o que pode resultar em episódios hemorrágicos persistentes.
A gravidade da doença varia de acordo com o nível de atividade desses fatores no sangue. Pacientes com quadros graves podem sofrer hemorragias espontâneas. Já nos casos leves, os sangramentos surgem geralmente após traumas ou cirurgias.
“O maior desafio clínico reside nas articulações e músculos, locais onde as hemorragias são mais frequentes, embora qualquer órgão possa ser comprometido. O diagnóstico precoce e o monitoramento constante são fundamentais para evitar danos crônicos e garantir a qualidade de vida dos pacientes”, explica a Anvisa.


