Apenas 53,2% dos brasileiros são capazes de definir o que foi o Holocausto, aponta pesquisa
Pesquisa “O conhecimento do Holocausto no Brasil” foi divulgada nesta última quinta-feira (22)

Foto: Reprodução/Museu Memorial do Holocausto
Apenas 53,2% dos brasileiros são capazes de definir o que realmente foi o Holocausto. É o que revela a pesquisa “O conhecimento do Holocausto no Brasil”, realizada pelo Grupo ISPO a pedido da Confederação Israelita do Brasil (Conib), do Memorial do Holocausto de São Paulo, do Museu do Holocausto de Curitiba e da ONG StandWithUs Brasil.
Segundo a pesquisa, divulgada na quinta-feira (22), cerca de 50,3% dos brasileiros afirma ter algum conhecimento sobre o Holocausto. Outros 31,1% diz não saber o que foi o genocídio da população judaica durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto 9% descreve o Holocausto como "um conflito militar com 50 milhões de vítimas" e 3% acreditam que tenha sido um "movimento cultural". Já 2,9% afirma que se tratou de um "episódio isolado de violência não comprovada".
O estudo teve o objetivo de mapear o conhecimento dos brasileiros sobre o Holocausto, identificar lacunas educacionais e apontar a percepção social sobre a importância do ensino do Holocausto nas escolas e em espaços de memória. A partir dos dados foi revelado que a escolaridade é o fator mais determinante para conhecer sobre o acontecimento histórico.
Dentre entrevistados com pós-graduação, 86,2% acertaram a definição. Enquanto, apenas 27,2% dos respondentes com Ensino Médio completo sabiam o que foi o Holocausto.
A renda familiar foi o segundo fator mais importante, 42,6% das pessoas com renda de até dois salários-mínimos conheciam a definição correta, contra 87,1% daqueles que têm renda superior a 10 salários mínimos.
Ao serem questionados a respeito das fontes de conhecimento para saber o que foi o Holocausto, 30,9% respondeu que escola foi a principal e 18,6% disse filmes e livro. Museus e casas de memória apareceram em último lugar, com 1,7%. Apesar do conhecimento limitado sobre o tema, 64,4% dos entrevistados afirmaram que o ensino do Holocausto nas escolas é fundamental.
A pesquisa foi realizada ao longo de 2025. foram entrevistadas 7.762 pessoas em 11 regiões metropolitanas (incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife). Dentre os entrevistados, 54,2% eram mulheres, 31,4% com idade entre 18 e 29 anos. 51,8% haviam se formado no Ensino Médio e 54,2% tinham renda familiar de até dois salários mínimos.


