Após 4 anos, profissionais da saúde ainda enfrentam dificuldades no registro da Covid no país

Subnotificação e baixo monitoramento de suspeitas são entraves para rastreamento do vírus

[Após 4 anos, profissionais da saúde ainda enfrentam dificuldades no registro da Covid no país]

FOTO: Reprodução

Há exatos quatro anos, no dia 26 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da Covid-19 no Brasil. O paciente foi um homem de 61 anos, que havia viajado para a Itália dias antes. Depois do primeiro registro, não demorou muito tempo para o país entrar para as estatísticas globais como um dos mais atingidos pela doença. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Hoje o Brasil já contabiliza mais de 38 milhões de casos e aproximadamente 709,9 mil mortes, de acordo com dados divulgados pela pasta até o último dia 17. 

Apesar de já ter quatro anos, os profissionais de saúde ainda enfrentam algumas dificuldades no registro da Covid no país, em parte é um problema crônico de falta de testagem, da dificuldade em isolar e rastrear casos suspeitos e da baixa vigilância genômica.

Para Wallace Casaca, coordenador da plataforma SP Covid InfoTracker e professor de ciência da computação e matemática na Unesp (Universidade Estadual Paulista), não existe uma política pública de testagem estabelecida nas esferas municipal, estadual e federal.

"E seria bom mostrar para as pessoas a importância de se testarem porque com um diagnóstico elas se protegem e também aos outros", afirma em entrevista ao jornal.

Por conta das festas de final de ano, houve um aumento do número de casos de Covid no Brasil, passando de cerca de 20 mil na primeira semana epidemiológica do ano para mais de 45 mil na sétima semana.

"A maioria das pessoas sequer faz um teste de Covid, então os dados têm problemas de subnotificação. Isso já é sabido. Os dados divulgados nos boletins epidemiológicos correspondem aos pacientes que procuram um teste na rede pública, nos postos de saúde ou hospitais, esses sim são notificados. Mas, como não há nenhuma campanha, nem orientação, poucos fazem o teste", explica Casaca.

O Ministério da Saúde afirma que realiza a aquisição dos testes rápidos e de RT-PCR para diagnóstico de Covid e faz a distribuição às secretarias estaduais de saúde, além de manter contato com os estados para monitoramento e elaboração de estratégias de testagem.

A pasta afirma também que a vacinação segue como a principal medida para evitar casos graves. Além disso, destaca a relevância de medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras.


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