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Após ameaças, Trump adia bombardeios ao Irã e condiciona acordo a abertura do Estreito de Ormuz

Cessar-fogo durará duas semanas

Por Da Redação
Às

Atualizado
Após ameaças, Trump adia bombardeios ao Irã e condiciona acordo a abertura do Estreito de Ormuz

Foto: Daniel Torok / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta terça (7) que vai adiar por duas semanas bombardeios contra o Irã, após fazer ameaças. Ele condicionou um possível acordo à reabertura do Estreito de Ormuz.

Trump havia dado até às 21h desta terça para que o Irã chegasse a um acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz. Disse também que "uma civilização inteira" morreria esta noite e que destruiria pontes e usinas de energia caso ultimato não fosse cumprido. 

Em um post na sua rede social, a Truth Social, Trump declarou que decidiu adiar ataques após pedidos de autoridades do Paquistão, que mediam negociações indiretas dos EUA e Irã.

"Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", escreveu.

Segundo o presidente americano, todos os objetivos militares no Irã já foram cumpridos e negociações para um acordo de paz estão avançadas. Trump afirmou também que os EUA receberam do Irã uma proposta de plano de paz com 10 pontos, considerada viável para negociação, e que pontos de divergência já foram acordados.

"Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", disse.

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o acordo e a suspensão dos ataques iranianos, desde que ataques contra eles também não aconteçam. Disse também que passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com condições.

"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirma.

Ameaças recentes de Trump acenderam um alerta na comunidade internacional sobre possíveis crimes de guerra, caso os EUA tivessem como alvos os civis iranianos, e sobre impactos globais caso o conflito escalasse.

Um ataque americano às usinas do Irã poderia interromper o fornecimento de energia a milhões de pessoas, provocando um colapso elétrico e econômico no país. Haviam também temores de ataques a instalações nucleares, o que poderia gerar um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.

O governo iraniano declarou que poderia retaliar, realizando bombardeios em usinas de energia e refinarias de petróleo em países vizinhos, o que aumentaria ainda mais o preço do combustível. Além disso, Teerã afirmou também que poderia atacar usinas de dessalinização de países do Golfo, o que afetaria o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.

Horas antes do fim do prazo estipulado por Trump, os EUA realizaram bombardeios no Oriente Médio. O país atacou a ilha de Kharg, território estratégico, que abriga 90% do petróleo produzido no Irã. No entanto, o ataque poupou áreas petrolíferas.

Enquanto isso, Israel diz ter realizado "amplos ataques" ao Irã. O país relatou que atingiu pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios, além de uma petroquímica. 

Em resposta, o Irã convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e afirmou que "boa vizinhança" com países do Golfo terminou, lançando ataques a países como Catar, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

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