Após dois dias de julgamento, acusados de matar Mãe Bernadete são condenados

Ao todo, sete jurados compuseram o Conselho de Sentença; desembargador do TJ-BA diz que “resultado do júri foi a vontade da sociedade”

Por Da Redação
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Após dois dias de julgamento, acusados de matar Mãe Bernadete são condenados

Foto: Foto: Divulgação/Conaq/Wallisson Braga

O Tribunal do Júri condenou dois acusados pela morte da ialorixá Mãe Bernadete, identificados como Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, denunciados pelo Ministério Público da Bahia. A religiosa, líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, foi assassinada a tiros em agosto de 2023. As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

O julgamento teve início na segunda-feira (13) e foi concluído na noite desta terça-feira (14), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. No primeiro dia, foram ouvidas testemunhas e realizada a fase de instrução do processo. Já no segundo dia, ocorreram os debates entre acusação e defesa, etapa que antecede a decisão dos jurados.

Ao todo, sete jurados compuseram o Conselho de Sentença, além da atuação do Ministério Público, da assistência de acusação e das equipes de defesa. Após analisarem os depoimentos, a oitiva do réu presente e os argumentos apresentados em plenário, os jurados decidiram pela condenação dos réus.

Mesmo foragido, Marílio participou do julgamento por meio de sua defesa. Ao final, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese da acusação e considerou a dupla culpada por homicídio qualificado. As qualificadoras reconhecidas foram motivo torpe, emprego de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de uso restrito.

Além da condenação por homicídio, Arielson da Conceição Santos também foi condenado pelo crime de roubo.

O presidente do TJ-BA, desembargador José Rotondano, afirmou que a decisão representa uma resposta institucional diante da gravidade do crime.

“O resultado do júri foi a vontade da sociedade e ao Poder Judiciário cumpre levar a efeito aquilo que os jurados decidiram. Foi um momento importante, uma resposta a crimes bárbaros. Não estamos omissos. Sempre que houver a prática de uma infração, o Judiciário estará presente para coibir fatos dessa natureza”, declarou.

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